domingo, 16 de junho de 2019

KAGA caps

A flâmula já diz KEEP, e atrai votos com muro privatizado 
Na Flórida, saindo do aeroporto um carro deu guinada para a direita fechando os motoristas em duas pistas. Motivo? Avistou uma barraquinha vendendo MAGA caps--aqueles bonés vermelhos da torcida do Trump com o dístico: Make America Great Again. Isso foi em março. Agora os bonezinhos são KAG0 caps. 


Keep America Great 2020, KAG0 cap
Vale perguntar se veremos algum similar nacional, uma vez que os dois presidentes são correligionários da chamada "direita". Que tal esse candidato?

BENT 30 euros, da Breden
Para as chuvaradas de Curitiba eu comprava uma dessas na versão brasileira se pudesse. Afinal, o meu partido é bloqueado e não sou eleitor. Gostei desse boné na condição de isentão que não quer ser atropelado nos cruzamentos. Mas vai que na próxima eleição não aparece uma campanha dessas?

Por falar em eleições, lembra dos profetas que em 2016 apostaram até com dinheiro que o partido anti-energia iria derrotar os fanáticos do Trump? Quem ganhou foi o Partido Libertário, cuja fatia do voto se multiplicou em mais de 328%. George Orwell reparou nesse mesmo fenômeno em 1944. 


Esse tipo de coisa (metade dos eleitores** nem se mexerem para votar em partidos saqueadores) é sintomático do golfo intelectual entre os que mandam e os que obedecem na política. Mas esse mesmo golfo sempre existe entre a inteligentsia e o cidadão comum. Os jornalistas, como se observa nas suas previsões das eleições, nunca sabem o que o público está pensando. (As I Please, 140)

** Num país livre, cidadão tem direito a porte de arma e não pode ser forçado a votar.






Precisando de traduções para driblar o muro da migra ou estudar no Canadá, procure pela Speakwrite. Precisando da explicação da Lei Seca que provocou o  Crash e a crise econômica dos anos 20 e 30, procure o meu livro na Amazon Kindle. 



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Fascismo nos EUA

Herbert Clark Hoover e Nacionalsocialista Adolf Hitler
Existem blogs brasileiros que "explicam" a crise de 1929 com as mais descaradas mentiras que se pode imaginar. Uma delas é que o Presidente Americano Herbert Hoover, empossado em 4 de março de 1929, teria sido alguma espécie de liberal. A lorota é repetida, papagaiada, recitada e arrotada. Em questões econômicas e societárias, Hoover presidiu a mais perfeita a e sanguinolenta ditadura que o país já vira desde a Guerra da Secessão. Como Hitler e Mussolini, Hoover rejeitou explicitamente toda e qualquer recomendação laissez-faire. Veja nas próprias palavras dele.

Na conferência da Junta Comercial em dezembro de 1929, Hoover lamentou os modos "arbitrários do capitalismo selvagem" que prevalecia na época do laissez-faire da belle epoque da década de 1890. Literalmente usou a expressão dog-eat-dog que em 1957 reapareceria no romance Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas) da autora imigrante Ayn Rand. Ayn se casou nos EUA em 1929 e assistiu de camarote o colapso financeiro. 

Logo após a morte do ex-presidente Howard Taft, Hoover voltou a condenar o pensamento libertário e liberal. Numa reunião de escoteiros em março de 1930, Hoover -- nenhum correligionário do individualismo liberal do Taft -- aproveitou uma oportunidade para comentar a um grupo de escoteiros que "A idéia de que a República foi fundada pelo benefício do indivíduo é uma zombaria que deve ser erradicada no crepúsculo da compreensão." (As duas declarações constam dos papéis oficiais do Presidente)


5 de dezembro de 1929
Mas por que a morte do Taft provocaria essa reação antiliberal? Antes de se tornar Presidente, William Howard Taft fora cobrador da receita federal em Cincinnati de 1883 a 1883. Quando o fanatismo arremedava a ciência e a bondade, empurrando a lei seca, Taft advertiu contra essa loucura coercitiva: 


Na eventualidade de um chefe partidário da receita federal adquirir poderes de usar detetives e a polícia federal para penetrar em cada vila e cada circunscrição e bairro de uma grande cidade, e se valer da alavanca da execução ora frouxa, outrora rígida da lei contra pretendentes ao comércio em bebidas alcoólicas e seus fregueses, empunhará um poder sinistro, a perspectiva da qual devia deixar ansiosos os amigos de um governo livre e constitucional --William Howard Taft

A consciência do Hoover não parava de ecoar as palavras do grande jurista, sobretudo a referência aos amigos de um governo livre



Quer saber mais? Procure A Lei Seca e o Crash por J. Henry Phillips na Amazon.



quarta-feira, 12 de junho de 2019

O mecanismo da Grande Depressão

Nos bastidores, europeus eram acionistas também...

A lei seca federal começou junho de 1919 como medida de guerra. Acresceram a constitucional em 16 de janeiro de 1920 em meio a crashes nas bolsas seguidas de depressão de 1920-21 (logo em seguida). 

O Supremo reformou a sentença exonerando Manly Sullivan (que descontou do IR propina paga aos agentes federais, e pela proteção dada pela 5ª Emenda não declarou lucro com bebida). A bolsa alemã crasheou no mesmo dia e nunca recuperou até depois da posse dos nacionalsocialistas. 

Ocorreu outra liquidação nas bolsas logo em seguida de Terry Druggan (cupincha do Capone) ser indiciado pelo fisco em 14 de março de 1928. 

À velha Lei de Volstead foi juntada a "Increased Penalties Act" mascateada pelo fanático Senador Wesley Livsey Jones desde 19 de fevereiro de 1929, aprovada em março e assinada pelo Coolidge logo antes da posse do Dry Hope Hoover no dia 4. Dali a 2 semanas (logo em seguida) MARKET CRASH aparecia em garrafais nos jornais e Time Magazine com Al Capone sendo questionado sobre o IR. 

Depois de a procuradora Willebrandt puxar a cortina no mecanismo de execução em série nos jornais de fins de agosto, a bolsa começou a cair. Só se recuperou muito depois da posse de FDR, pois a lei seca não foi a única causa. Foi simplesmente a mais importante. Há inclusive spoiler nessa história que tem a ver com as ondas de crises bancárias de 1930, 1931, 1932 e 1933 que não quero escancarar. Pois a lei seca foi financiada, comprada por gente peixe grande que depois se viam ameaçados de confiscos e penas de reclusão.  Veja supra o que acontecia na Itália e na Liga das Nações em reportagem de 1 de setembro de 1929. Você sabia disso? Você sabia que a maior fábrica de glucose do mundo fica pertinho de onde moravam os irmãos Capone em Cicero?


Se até as pedras vissem relação entre os dois mil fatos eu jamais investiria 23 anos na preparação do livro. Aposto no meu cavalo contra quaisquer outras explicações do Crash da bolsa e da Grande Depressão, pois acredito que já li todas elas e nenhuma convence. Meus professores de finança na faculdade confessaram que para eles a coisa permanecia um mistério. É como disse o George C. Scott em Dr Strangelove--"truth is not always a pleasant thing."

Veja a história completa, inclusive das crises de 1893-4, 1907, 1914, 1920, 1929, 1933 em A Lei Seca e o Crash.
Visite o meu blog americano...

quinta-feira, 6 de junho de 2019

A Lei Seca e o CRASH

Compre este livro na Amazon

Finalmente disponível: a tradução de Prohibition and the Crash. Está à venda na Amazon por cinco dólares sob título de A Lei Seca e o Crash. O original, Prohibition and the Crash, registrei faz 21 anos. Depois de tanto mexer, traduzir e gravar, resolvi colocar a tradução no mercado do Kindle como uma espécie de boi de piranha. Afinal, todo brasileiro entende rapidinho o mecanismo desta crise financeira. 

Você já ouviu uma explicação convincente desse fenômeno? Os que encontrei são circulares: "a economia ruiu por causa de especulação excessiva na bolsa." Excessiva como? Excessiva por ter provocado o Crash, ora pois! As outras versões dizem que faltou socialismo e bedelho com regulamentos. Nenhuma convence, até por que o crash--que resulta da fuga de dinheiro dos bancos--é consequência e não causa do problema. O problema, sem exceções, é alguma outra coisa que os traders percebem de seis meses a dois anos antes de a crise econômica espraiar em estrago generalizado.  

No caso de 1929, véspera da Grande Depressão, os motivos têm tudo a ver com leis, emendas constitucionais, impostos, confiscos, multas, penas de reclusão, assassinatos e morte. Começaram com a aplicação da lei seca. Pioraram com a utilização do novo IR para cobrar cumprimento da lei seca--isso em 1927--e culminaram com a lei Five and Ten fazendo da cerveja um delito de cinco anos de prisão e multa no valor de dois milhões de reais. (Dez mil dólares valiam 14 quilos de ouro). Agora sim, a coisa começa a fazer sentido. 

A economia inteira valia uns USD 100 bilhões e a receita federal americana era de USD 4 bilhões/ano na posse de Hoover. Qual foi o valor do álcool destilado ilegalmente de fermento Fleischmann's e açúcar de milho naqueles 14 anos da lei seca?

Pergunta relevante, não? Descubra a resposta em A Lei Seca e o Crash. 


Narrando as crises financeiras
+Blog em inglês...

terça-feira, 4 de junho de 2019

Zezinha do Apocalipse

O verdadeiro Zé do Apocalipse foi esse charmoso personagem do nosso querido Glauco, covardemente assassinado por zelote do misticismo obscurantista. O assassino ganhou o que merecia. 




A farsa versão é essa inocente útil eleita deputada federal pelos eleitores de Queens, Nova Iorque. Não havia candidato libertário como alternativa aos quatro partidos comunistas e fascistas.




Alexandria Ocasio Cortez derrotou o político democrata John Boerner(1) nas pré-eleições que escolheram o candidato daquele partido para deputado federal. Boerner defendia o direito individual da mulher ao controle da natalidade, mas ajudava os republicanos a bater, balear, confiscar e meter na prisão tantos quanto fossem chegados a folhas de planta. A derrota desses assassinos formadores de quadrilha é sempre um bom sinal, sobretudo quando infiltram outros partidos. 

Em seguida, já apelidada de AOC, a mocinha esmagou o republicano Anthony Pappas, um coroa que lecionava economia, hoje apelidado de Fê da Pê por ambos os partidos. O partido desse covarde elegeu à presidência George "Holy War" Bush, que pedia confisco de bens e pena de morte para dono de barraca de folhas de certas plantas. 

Esse mesmo partido republicano, raivoso desde a vitória libertária que liberou as mulheres das leis de Comstock de 1973, já apresentou oito ou nove Propostas de Emenda Constitucional para forçar mulher a reproduzir--como na ditadura comunista do romeno Ceausescu. Eleitores pró-pederastia na Irlanda votaram tal emenda que as mulheres daquele país lutaram 35 anos até finalmente abolir essa lei teratogenética. (Sim, essa emenda existiu e foi abolida em 25 de maio de 2018 por 64% de margem) Mesmo assim o partido republicano americano ainda nega que a mulher possui direitos individuais para tomar tais decisões, e nenhum republicano menciona essa eleição irlandesa do ano passado. (Ceausescu foi morto e rasgado como Mussolini; Pappas apenas corrido a batatadas pelos eleitores dos bairros de Queens e The Bronx).

Os democratas ainda aderem a fé cega exportada pelos comunistas na Guerra Fria. Acreditam que a defesa contra ditaduras hostis ou a geração da energia elétrica provocarão o Fim do Mundo da Mudança Climática de 2017, Ragnarok, o 2012 do calendário maya, a Revanche do Cristo de 1844. O fato de boa parte dessas apocalipses já terem perdido o bonde só serve para testar e fortalecer a ceguice desta fé inabalável.  O resultado é que a deputada AOC vota a favor de subsídios com dinheiro alheio para toda e qualquer energia inexistente, esmagantes impostos sobre o ar que respiramos, e a proibição absoluta de toda e qualquer usina que gera terawatts de energia confiável e econômica. 

É nisso que dá o governo subsidiar cleptocracia de políticos bandidos e besta-quadradas e excluir e estorvar os partidos libertários. Todas as melhorias dos últimos 47 anos se devem aos corajosos eleitores que usaram os seus votos libertários para derrubar os saqueadores das gerontocracias democrata e republicana e transmitir a sua preferência pela liberdade e pelos direitos individuais da pessoa humana e sua oposição à agressão. 


Aumento da porcentagem dos votos libertários

Quem procura visto pra examinar de perto esse resultado talvez queira trazer traduções oficiais para facilitar o processo. 
Entendedores das burocracias cleptocratas e xenófobas... 






(1) Depois de apanhar dessa moça de 28 anos, John Boerner deixou de querer bater, confiscar e prender e agora defende o direito da pessoa individual às plantas lúdicas. Hoje é executivo de uma empresa de maconha. Viu só a mudança que perder eleição pode provocar? Com o voto libertário, quem ganha é sempre você!

domingo, 2 de junho de 2019

Tara Smith, PhD e livre expressão

Tara Smith foi minha professora de ética na faculdade. A discussão é toda em inglês. 


Paralelamente, toda criança americana sabe que "sticks and stones may break my bones, but words can never hurt me." Outro aspecto relevante e útil da conceituação americana é a da tomada de ofensa. Ofensa é assim, quem procura, acha. Muito diferente disso é o respeito. 

O respeito é uma manifestação alheia, a qual a pessoa só consegue granjeando, fazendo jus, merecendo em contrapartida das virtudes que exerce. Ninguém nesse mundo lhe deve respeito, amor ou dinheiro. Realizar assaltos para cobrar respeito ou dinheiro alheio é uma maneira excelente de convidar as pessoas a comemorar a sua extinção. Esse é outro defeito inerente ao altruísmo.

Suponhamos que um pedreiro chinês grite alguma coisa lá do segundo andar da obra. Você, na calçada chinesa do outro lado do tapume nada entendeu. Foi advertência? Elogio? Ofensa? 

Otário é quem busca ofensa. Basta alguém sussurrar que "Fulano xingou a tua mãe!" É o convite para bobo se fazer de besta--e se fazer de morto no sentido literal. Todo fanático religioso sofre disso. Basta insinuar que alguém faltou com salamaleques a uma estátua ou efígie que o trouxa se mete a agredir com violência. 

O que surpreende é que os fanáticos ainda ficam surpresos que as pessoas não reagem à agressão injuriada com respeito ou admiração, e sim com cadeira elétrica, forca ou bombardeio. 

Moral da estória: entenda da ética, e se não entender o recado, procure um tradutor. 




Facilitando a compreensão; também em inglês.