segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Liga Europeia, adminstradora os EUA: 1929

 


Mentira. Desde o boicote dos EUA pela China repressionista em 1905, os americanos fazer qq negócio para continuar a exportar grãos. A Liga, sem ku-klux clã, quis apenas regular opiáceos que formam dependência, e não folhas que - por motivos de paranoia racial - supremacistas querem proibir. Tentaram em 1920 e 1923 sem efeito, antes de comprar a Liga em 1925.

A primeira reunião da 12ª Sessão do Comitê Consultivo do Ópio teve início em 17 de janeiro de 1929. Os planos iniciais de abrir e revistar cartas pessoais e pacotes deixaram claro que os “altos escalões” e os chefões não eram motivo de preocupação. Outro item dizia respeito ao Conselho Central Permanente (do Ópio), criado pelos americanos na Convenção de Genebra de 1925 para se infiltrar e vigiar o Comitê Consultivo do Ópio — composto por um comerciante holandês de cocaína, um agente da Sérvia, produtor do ópio mais forte do mundo, um excitado cavalheiro chinês preocupado com o fato de 1/8 do ópio chinês ser importado. Os outros 7/8 do ópio, cultivados na própria China, não eram motivo de tanta preocupação. França, Alemanha, Grã-Bretanha e Índia contaram com a presença de seus negociadores experientes. A Itália foi representada por um orador fanático. Japão, Sião, Suíça, Portugal e suas colônias enviaram representantes mais ponderados. A maior delegação foi composta por “observadores” dos EUA.


Nenhuma surpresa nisso. Os críticos, incluindo a jornalista da Hearst, Ellen LaMotte, há muito criticavam essas reuniões como encenação de cartéis. Os americanos, frustrados com a recusa dos negociadores em incluir proibições espúrias para agradar charlatães iludidos, rejeitaram a Liga duas vezes—mas voltaram rastejando. Três semanas antes dessa reunião, jornais americanos noticiaram: NARCÓTICOS ESCAPARAM DE ALFÂNDEGA—US$ 4.000.000 malocados durante dias em um armazém na Filadélfia. 24 de dezembro de 1928 — Narcóticos avaliados em mais de US$ 20.000.000, enviados da Europa para cá a bordo de um cargueiro francês, permaneceram sem vigilância em um armazém à beira-mar por vários dias, revelou hoje o Daily News. (link)
28/12/1928: AGENTE FEDERAL MORRE COMO MÁRTIR DA GUERRA CONTRA AS DROGAS—James R. Kerrigan, que desempenhou um papel importante na apreensão de US$ 2 milhões aqui, sucumbe no hospital—FERIDO EM UMA OPERAÇÃO POLICIAL EM NEWARK—ferimentos em queda são apontados como causa da morte—Autoridades o elogiam como investigador inteligente...
Como em 1914, os países visados ​​pelo altruísmo estadunidense se afogavam em violência. A legação britânica em Cabul, no Afeganistão, foi bombardeada por artilharia, e guerra entre Bolívia e Paraguai se aproximava. A Iugoslávia (sim, a Sérvia) virou ditadura. Pittsburgh noticiou: HUNGRIA FRUSTRA PLANOS SANGRENTOS… Kemal Impede Plano Tramado por Monarquistas… Almirante Alemão Morre Envenenado… Agentes da Lei Seca Prendem 15… FASCISMO GANHA FORÇA… Krupp Von Bohlen Incita o Ódio aos Franceses… Guerra Persa Causa Envenenamento de Poços… Um banqueiro italiano chamado Frank Ferrari parecia ter desaparecido, deixando o New York City Trust Bank à deriva com juros no over de 9%. Bônus agregando US$ 22 milhões para mineração de cobre no Chile, e de títulos do governo para Peru, Cuba, Bélgica e São Paulo, Brasil, foram todos resgatados antecipadamente.

Os EUA NÃO eram membros da Liga das Nações, mas financiavam as atividades da mesma há anos. Caldwell era eminencia parda da Seção de Ópio dos EUA e Lyall, um inglês que trabalhava como agente antidrogas em Rotterdam, era outro. Um ex-comissário de polícia de Nova York foi mencionado, mas não apareceu, e a competente Dame Crowdy atuou como secretária. As discussões versaram sobre espionagem de correspondências e uso de informações privilegiadas para explorar repercussões econômicas. O representante do Japão chamou a atenção para o Plano Crane de limitação de produtos manufaturados, fingindo delicadamente acreditar que a ideia fora realmente holandesa e que por acaso havia sido repassada por um dos americanos. O próprio Crane era americano, aposentado, e retornado recentemente da Grã-Bretanha. Sua ideia de limitação era o plano chinês de cercear o cultivo da dormideira de 1906, recentemente ressuscitado contra morfina e derivados, ópio processado, pasta de coca e cocaína—assuntos intensamente debatidos nas reuniões de 1923.

Após o almoço, havia quem quisesse repreender os países que não haviam enviado os formulários de confissão estatística, e ainda reclamar do descaso soviético, mas sim, planejar espionagem das comunicações telegráficas, contrariando as convenções internacionais. Além de expressar reservas, a Suécia nutria dúvidas quanto ao caráter autoritário das iniciativas coletivas. Já a Bolívia deixou claro que nenhum gendarme seria enviado para ameaçar ou atirar em seus camponeses em tentativas equivocadas de proibir o cultivo de folhas. Seguiram-se outras 24 reuniões, com debates animados e informativos, súplicas, repreensões, intimidações, sermões, devaneios histéricos e resultados econômicos alarmantes que precipitaram o início da Quebra da Bolsa de Valores na primeira semana de setembro de 1929. Ao contrário da propaganda proibicionista, que abre mão do contexto, esta análise leva em consideração os eventos contemporâneos no mundo real.


Vídeo da concorrência: Observe no recorte que o navio que trouxe o polpudo carregamento de drogas que americano queria proibir era francês. É claro que o governo francês veria com maus olhos um livro  mencionar esse confisco natalino de 1928. Menos ainda fala-se da meia-tonelada de morfina que o transatlântico francês Alesia estacionou um Nova York quando do desabamento do Bank of United States em 1930. Keynes, charlatão da corrente saqueadora, entendeu menos que Stalin o que passou com a economia americana em 1929. Mas vale a pena examinar essa "análise" que exemplifica a repetição de omissões e falsificações que giram em torno dessa série de crises. Foram todas provocadas por  governos que lançam mão de cercear a produção e o comércio com base em superstições, coletivismo racial e ignorância irresponsável. Ignoram os tratados internacionais e até mesmo dos jornais da época. Preste atenção nesse vídeo e procure nos sebos a tradução. Compare com A Lei Seca e O Crash e com essa série bilíngue dos eventos que realmente causaram a crise. Comente.  A seguir recomendarei outros livros e registros que nenhum concorrente menciona, inclusive das leis e tratados que subjazem esses desastres.

* * *



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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EUA, Rockefeller pressionaram a Liga das Nações à guerra

 


Após falsificar Convenção própria na Genebra em 1925, os EUA começaram a comprar a Liga das Nações da mesma forma que as empresas fiduciárias compram participações controladoras em sociedades anônimas. Os EUA e o Reino Unido criaram pressão para proibir drogas nada viciantes à base de folhas capazes de competir com o tabaco — e que, diziam as más línguas, ajudavam moreninho a ganhar campeonatos de boxe e resistir a invasores. (agradeço a ajuda o DeepL.com)

A colaboração sino-americana para pressionar o mundo inteiro a praticar a repressão armada teve consequências inesperadas: o colapso da China na anarquia comunista, as Guerras dos Bálcãs e a Primeira Guerra Mundial. Os EUA enviaram Herbert Hoover “para lá” como czar da alimentação e espectador da Primeira Guerra. Australianos e canadenses foram obrigados a contragosto pelo Reino Unido, exportador de narcóticos, a lutar contra a Áustria-Hungria, a Alemanha e seus aliados otomanos, incluindo a Turquia. De repente, os empréstimos bancários dos EUA ficaram expostos quando os russos mataram seu czar proibicionista. Nem por isso os EUA entrariam em guerra contra os aliados cultivadores da dormideira da Alemanha. A Austrália e o Canadá entraram, sofreram perdas terríveis e não ficaram nada satisfeitos. Os EUA eram uma potência “associada”, não integrante dos “Aliados”, nunca em guerra contra a Turquia. A rejeição dos EUA ao Tratado de Versalhes e à Carta da Liga das Nações—ambos contendo o artigo 23º proibicionista inserido por insistência do Reino Unido e dos os EUA—nada ajudou. Por outro lado, os americanos já tinham seu próprio artigo 23º proibicionista injetado em acordos de armistício distintos.  

Muito esforço propagandístico foi dedicado a intensificar a proibição de basicamente tudo, exceto o tabaco americano. Mulheres e crianças vitimadas nas guerras do ópio nos Bálcãs foram transformadas em modelos de cartazes para transferir a culpa e a vergonha pós-guerra para os muçulmanos. A Liga das Nações—substituindo a Haia—tornou-se a executora do Partido Republicano das suas crescentes missões proibicionistas cristãs. Para colocar os produtos de papoula na pior perspectiva, as publicações da Liga foram induzidas a associar jornalisticamente a escravidão branca e várias “drogas”, todas elas commodities legais em vastas regiões otomanas e muçulmanas, mencionando-as lado a lado. Isso isentou os EUA e a China da culpa por trazer a guerra a essas regiões. A folha de auditoria supra é apenas a ponta de um grande iceberg financeiro. Esses documentos estão disponíveis ao público em Genebra e em outros Estados-membros da Liga. No entanto, quando foi a última vez que você ouviu falar de ALGUMA dessas questões tabus? 

Milhares de páginas de documentos da Liga foram alistadas para encobrir os Estados Unidos com a alvura da benevolência e incitar pavor e ódio por flores e folhas alheias—algumas delas nem tão diferentes do café ou do chá. Essa perseguição, que durou 14 anos, acabou levando a Europa a outra guerra. No entanto, ao longo de todo esse período, os registros da Liga em inglês e francês omitem habilmente as menções a inúmeros tiroteios relacionados à proibição, agressões da Ku Klux Klan, falências bancárias, assassinatos, execuções, guerras entre facções, batalhas navais, corrupção, recursos judiciais e execuções extrajudiciais que faziam a América proibicionista do pós-guerra parecer um manicômio em comparação com a Europa já devastada. Os europeus pelejavam e não conseguiam cobrar reparações de guerra da Alemanha—contudo, se contorciam para não pagar prestações dos empréstimos bélicos contraídos para financiar o que era, no fundo, a cruzada conjunta chinesa e evangélica americana que gerou a guerra que agora exploramos. 

Este Ngrama do Google mostra o clamor da mídia de língua inglesa quando resultou a Grande Depressão.

Essas referências alemãs à depressão refletem o pânico “moral” chinês, americano e britânico. Nada disso é acidental, como os registros a seguir mostrarão. 

Livros bons e ruins: Fateful Hours--The Collapse of the Weimar Republic, de Volker Ulrich. Este é o segundo livro que leio deste autor, e o tradutor fez um trabalho excepcional. O autor, nem tanto. Se você quer um livro que finja que Hitler não era um socialista cristão e onde praticamente todas as informações vêm de conversas sussurradas entre pessoas que NÃO são banqueiros, industriais ou financistas—um livro que passa em branco a Liga das Nações e o Artigo 23 do Tratado de Versalhes e foge da possibilidade de que a América proibicionista estivesse manipulando a Liga para exportar a histeria do Terror Branco metodista—, este livro é para você. Ao mesmo tempo, reli as partes principais de The Rise and Fall of The Third Reich, de Shirer, e The Origins of the Second World War, de Taylor. Os três livros apresentam defeitos semelhantes. É como se algum tabu tivesse induzido os editores a fazer malabarismos para omitir fatos incômodos, muito parecido com os cães de circo descritos por George Orwell—treinados para dar cambalhotas sem sequer um estalo de chicote. Seria negligente da minha parte não recomendar as análises do economista americano Peter Temin sobre situações de crise e depressão.  



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sábado, 31 de janeiro de 2026

Mulheres e crianças como reféns de guerra

 

Romance barato de 1911,  após a 1ª Convenção de Haia, antes da Lei de Harrison, da Primeira Guerra Mundial, do Tratado de Versalhes e do King Kong. "Nas garras do Escravagista de Brancas"

DO GABINETE DO HISTORIADOR DO GOVERNO (link)

Tráfico de mulheres e crianças, armênios: Muitos foram assassinados por curdos selvagens, contra os quais os soldados turcos não ofereceram proteção. Meninas de nove ou dez anos foram vendidas a bandidos curdos por algumas piastras, e mulheres foram violentadas indiscriminadamente. Em Sivas, foi relatado o caso de uma professora da Faculdade de Magistério de Sivas, uma jovem armênia gentil e refinada, que falava inglês, conhecia música, atraente pelos padrões de qualquer país, que foi forçada a se casar com o Beg de uma aldeia curda vizinha, um rufião sujo e esfarrapado três vezes mais velho que ela, com quem ela ainda tem que viver e de quem teve um filho. No orfanato mantido sob os auspícios da American Relief, havia 150 “noivas”, sendo meninas, muitas delas de tenra idade, que viviam como esposas em lares muçulmanos e foram resgatadas. Das refugiadas entre cerca de 75 mil repatriadas da Síria e da Mesopotâmia, fomos informados em Aleppo que 40% estão infectadas com doenças venéreas devido às vidas que foram forçadas a levar. As mulheres desta raça estavam livres dessas doenças antes da deportação. Mutilacões, violações, torturas e mortes deixaram suas memórias assombrosas em centenas de belos vales armênios; e o viajante nessa região raramente fica livre das evidências desse crime colossal de todos os tempos. No entanto, qualquer menina ou mulher armênia poderia ter se livrado de tudo isso renunciando à sua religião e se convertendo ao islamismo. Certamente nenhuma fé jamais foi submetida a um teste tão difícil ou foi valorizada a um custo tão alto. (Agradecimento ao tradutor - DeepL.com pela ajuda)

Então, quando foi que essas histórias foram lavradas e vendidas? Cá está um gráfico do Google Ngram. O intervalo é desde o boicote da China Qing às exportações dos EUA em 1905 para recrutar o Tio Sam como Comissário Pan-Asiático de Narcóticos até a assinatura do Tratado de Versalhes, que consolidou o proibicionismo asiático-americano em todo o planeta por meio de seu Artigo 23 e ainda do quase idêntico Artigo 23 da Carta da Sociedade das Nações, a saber: 

c) encarregam a Sociedade da fiscalização geral dos acordos relativos ao tráfico das mulheres e crianças e ao tráfico do ópio e de outras drogas nocivas; (link)

Frequência da expressão escravagismo das brancas nas compilações de jornais e outros meios no referido intervalo 

Em 1911, a Rússia cristã invadiu a Pérsia para destituir um banqueiro americano que o governo persa havia contratado como tesoureiro, a fim de obter solvência para o bizantino país exportador de ópio. Uma dessas medidas foi a tributação alfandegária do ópio. Quatro meses depois, a própria dinastia Qing, arruinada pelo seu próprio proibicionismo, foi derrubada e fragmentada numa sangrenta guerra civil, sobremaneira como resultado de sua desastrosa maneira de lidar com a fraqueza da população por flores viciantes. A decapitação, costume local popular, garantiu que nenhum ópio—que dirá morfina europeia ou outros opiáceos—pudesse desembarcar nos portos chineses. A maior parte do ópio usado para estes era cultivado nos Estados balcânicos, que se estendiam a oeste da Grécia até o Adriático e ao norte até a Áustria-Hungria e a Suíça. Maior volume vinha dos Estados otomanos da Turquia, passando pela Armênia, Pérsia, até o Afeganistão. Essas populações, de repente—de outubro de 1911 ao inverno de 1912—viram suas exportações de drogas bloqueadas e eclodiram as guerras dos Balcãs, tão misteriosas e surpreendentes para os historiadores do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

No meio disso, agentes chineses e americanos pressionavam a Haia a elaborar planos para tornar esse proibicionismo permanente e global, cobrado de toda forma, desde as pistolas de policiais até artilharia e baionetas. Essa é a história que já vou desdobrar como pano de fundo para as guerras e atrocidades que prenunciaram a Grande Guerra, pela qual passou um cabo católico austríaco, Adolf Hitler, antes que o Tratado de Versalhes e a Liga das Nações transformassem a proibição do comércio e da produção em indústria bélica multinacional. Até hoje, tecedores de contos de fadas governamentais como Donald J Mabry, Janos Radvanyi, Douglas Clark Kinder, Richard B Craig, Bruce Michael Bagley, Rensselauer W. Lee III, Raphael Perl, Samuel I del Villar, José Luis Reyna e Gregory F. Treverton se reúnem para justificar a invasão armada das democracias sul-americanas. Nesse intuito, exploram a brutalidade cometida contra mulheres e crianças nessa região economicamente atrasada e supersticiosa como pretexto para lançar mão da força letal. Seu livro de propaganda, recentemente abordado nestas páginas, é cinicamente dedicado 

Às crianças do mundo

Um bom software: o gerador Ngram do Google é a ferramenta pela qual rezei durante anos.(link) Com ele, qualquer um pode acompanhar visualmente como o pânico moral foi semeado e disseminado por toda a mídia para criar falsas pistas, golpes, manobras engenhosas, campanhas de marketing e as mentiras mais chocantes que se possa imaginar como instrumentos de desinformação. Veja aqui um gráfico que você pode fazer daquela “boa” droga tabagista que as empresas americanas exportam até hoje para os países cujas folhas nativas elas erradicam com venenos, helicópteros, infiltrados, forças de ocupação, bombardeios aéreos, chantagem  e suborno. Esses fatos são visualizáveis graças aos orçamentos de propaganda esbanjados no intervalo entre a chamada Revolta Boxer e a resultante eleição do nacional-socialismo cristão de Hitler pela dominação totalitária da Alemanha e, depois, da Europa. 




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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Da Haia ao Wilson ao Hitler, 1912

  

Houve sim crash e depressão em 1921 como em 1914 quando a lei repressionista de Harrison, o IR e a Grande Guerra deram na vista, e também como em 1907 quando a mania repressionista virou febre. 

O presidente Woodrow Wilson, que quase não bebia, vetou a Lei Seca de Volstead, que instituía multas, prisões, confisco de bens, perda de alvarás e tiroteio pra machucar na Guerra contra a Cerveja e destilados. O Congresso, na época uma corja de carolas fanáticos amigos do alheio e reformadores, derrubou o veto. O Senado pouco ligava para o Tratado de Versalhes e a Carta da Liga das Nações que Wilson tanto amava. Esses dois documentos visavam transferir violentos poderes repressionistas  — ambos os quais delegavam a cobrança da proibição de substâncias à Liga, ambos nos respectivos artigos 23. O senador Lodge escreveu com sagacidade: (link)

 4. Os Estados Unidos reservam-se exclusivamente no direito de decidir quais questões caem dentro da sua jurisdição interna e declaram que todas as questões internas e políticas relacionadas, no todo ou em parte aos seus assuntos internos, inclusive imigração, questões trabalhistas, navegação de cabotagem, sobretaxas alfandegárias, comércio, combate ao tráfico de mulheres e crianças, ópio e outras drogas nocivas, e todas os demais assuntos internos, são da competência exclusiva dos Estados Unidos e não, como versa este tratado, sujeitas a arbitragem ou à apreciação do Conselho ou da Assembleia da Liga das Nações, que dirá de qualquer órgão desta, muito menos à decisão ou recomendação de qualquer outra potência. DeepL.com facilitou essa tradução...

As objeções do Lodge mencionam o Artigo 22, obrigando as raças nativas a voltarem ao domínio colonial — desde que não fosse alemão — “e a proibição de abusos”. Os republicanos repetiram a doutrina de Monroe, relembrando os eleitores de que Wilson havia prometido mantê-los fora da guerra, antes de os apunhalar pelas costas. Desta mesma forma e na mesma época o Hitler alegava que os “criminosos de novembro” na Alemanha haviam traído o Reich. Só recentemente veio à tona que os Hellfire Boys dos EUA, apesar de assinarem convenções contra armas químicas, despejaram dezenas de milhares de projéteis de gás venenoso contra os alemães, talvez até o gás venenoso que levou o cabo Hitler ao hospital.(link)

As reservas de Lodge NÃO mencionam o Artigo 295 do Tratado de Versalhes, pelo qual a ratificação do pacto de Versalhes significava aceitação pelos primeiros ratificadores da Convenção de Haia sobre o Ópio de janeiro de 1912 — embora posteriormente alterada. Os holandeses produtores de coca em Java e Sumatra, já acuados, perceberam no Artigo 295 uma chance de enredar o Tio Sam a pelo menos pagar a Liga para exportar o proibicionismo sino-americano ao mundo inteiro. Afinal, a tinta mal secara na relativamente sensata Convenção de Haia contra o Ópio quando os chineses e americanos teimaram em alterá-la. Fizeram questão de incluir no pacote a morfina, a erva maconha -- e a cocaína que nem dependência provoca. Tudo isso entrou nos eixos DEPOIS de a Alemanha e a Holanda assinarem, sem desconfiar de nada, a versão original que só versava sobre o ópioEnquanto isso, o arquiduque Ferdinando estava em turnê pela Austrália, o país com o maior consumo per capita de cocaína do mundo. Nem de longe conseguiram as ratificações necessárias para tornar vinculativa essa convenção. Aquelas alterações americanas inseridas ao longo de 1912 tinham, até julho de 1914, alienado muitos signatários do original, afastando outros sem compromisso algum. O texto sofreu novas alterações afrouxando os requisitos para torná-lo vinculativo em tantos quanto pudessem ser induzidos a ratificar a versão americanizada. 

Essa manobra alienou o Peru, a Bolívia, o Japão, a Alemanha, a Argentina, a Colômbia, o Paraguai, o Chile, o México, a Rússia, a Suíça, El Salvador, Brasil, Império Austro-Húngaro e vários outros países, que não queriam nada a ver com a “convenção”. Finalmente, em 18 de junho de 1914, pouco antes do navio do arquiduque atracar em Trieste, no Adriático, a Itália tornou-se a 11ª potência a ratificar a convenção. Dez dias depois, o arquiduque e sua esposa foram mortos a tiros em Sarajevo, após mais de dois anos de depressão econômica e guerra nos Estados Bálcãs produtores de ópio, causados pela proibição absoluta da importação de ópio pela China revolucionária que gerou superávit.(link  

A ratificação seguinte veio do assustado governo holandês, um dia após o assassinato do casal do arquiduque Fernando. A guerra eclodiu no dia em que o presidente Wilson anunciou que as declarações de imposto de renda das sociedades anônimas seriam abertas à inspeção pública. Mais algumas ratificações foram votadas durante a pressão da guerra global contra as drogas que se seguiu. Finalmente, o Tratado de Versalhes “da Paz” obrigou seus signatários a ratificarem automaticamente a convenção de Haia alterada e emendada, pouco antes de a legação holandesa aproveitar a oportunidade para arrastar os EUA para a confusão em que Teddy Roosevelt os havia colocado. Não é de bom tom mencionar que a Indonésia holandesa dominava o mercado global da cocaína, ou que os países Bálcãs, sobretudo a Sérvia, forneciam ópio à Europa inteira. Os professores de história subsidiados ficam surpresos, até chocados com esses fatos. Eu mesmo fiquei chocado ao descobrir que online  não há imagens legíveis dos acordos sobre o ópio assinados em janeiro de 1912 para visualizar. As que achei são do tamanho de selos postais, absolutamente ilegíveis. Afinal, encontrei num livro americano de propaganda antidrogas esta admissão--com especulações gratuitas sobre os motivos dos abstemiosos

No entanto, as reuniões antidrogas pouco realizaram. Os participantes da conferência de 1911-1912, devido às rivalidades internacionais acerca das receitas geradas pelas drogas, não conseguiram concluir um tratado que regulasse entorpecentes a não ser o ópio. (Donald J Mabry, The Latin American Narcotics Trade and U.S. National Security, 1989 p. 18, link)

A proibição do álcool nos Estados Unidos criou um mercado aquecido para lança-perfume, maconha, estimulantes e narcóticos, muitos desses facilmente transportados para os navios flutuantes de abastecimento da Rum Row pelos submarinos que sobraram da guerra. A enorme participação da Alemanha nesse mercado foi, como os leitores viram, uma das principais causas da Primeira Guerra Mundial.  Além disso foi também uma fonte útil de renda que permitiu à Alemanha pagar a chantagem que o assessor de Wilson, Joseph Tumulty, chamou de “a redução da Alemanha a um estado escravo”.(link)  O próximo passo foi infiltrar o Comitê Consultivo da Liga sobre o Tráfico de Ópio e tudo o mais que os americanos viam como capeta de asas, enchendo-o de comerciantes de drogas indo-europeus e representantes farmacêuticos. Isso, nos anos vindouros, resultaria na transferência de cerca de 10% da participação da Alemanha desse mercado para países concorrentes, exportadores de drogas beneficiadas, antes de desencadear a Segunda Guerra Mundial.

Quem conseguir encontrar provas de que a Convenção de Haia, assinada em janeiro de 1912, sugeria que as pessoas fossem fuziladas por drogas que não o ópio, pode comentar e indicar onde nós aqui acharíamos essas provas

Artigos relevantes:  https://libertariantranslator.wordpress.com/2024/03/21/libertarian-clout-v-dea/

https://expatriotas.blogspot.com/p/a-lei-seca-e-o-crash.html

Recurso interessante: O Google ouviu minhas preces e colocou online um recurso de Ngramas que conta a frequência de uso de palavras ou expressões em determinado intervalo, gerando até gráfico.(link) Há eventos cujas causas--ou até datas--são difíceis de se encontrar. O palavrório no vernáculo varia com a importância que os jornais e outros meios dão a elas ao longo do tempo. Juntamente com cotações nas bolsas, esses gráficos ajudam a achar conexões causais. Veja o exemplo dos cigarros, ópio e cocaína na mídia americana entre 1900 e 1933: 



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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Hitler nos jornais americanos, 1931

 

Menos de uma semana após a Alemanha assinar a Convenção sobre Limitação de Drogas, o colapso financeiro corria solto e Hitler apareceu na primeira página de um jornal diário de Nova York.(link). 

Tampouco se trata de caso isolado. O Führer alemão, opositor do Tratado de Versalhes, apareceu na página 2 de um jornal diário de Connecticut naquele mesmo dia.(link) NÃO apareceram os verdadeiros culpados: o presidente Herbert Hoover, o comissário de narcóticos Harry Anslinger, o deputado Hamilton Fish Jr. e o Comitê Consultivo sobre Ópio da Liga das Nações. Compartilharam dessa culpa os cidadãos comuns, otários que acreditaram que o cânhamo e as folhas de coca podem causar dependência e que proibir a produção e o comércio traz estabilidade econômica. Afinal - mesmo admitindo que os opiáceos da papoula de fato causam dependência - imaginar que apontar armas carregadas aos que dependem dessa planta seja coisa razoável, condizente com a prosperidade e segura é devaneio de inocentes úteis e não de entes pensantes. /Estou usando o DeepL.com/

Nenhuma dessas pessoas provocou o colapso alemão de julho de 1931.

A causa do sucesso repentino de Hitler foi claramente explicada em preto e branco em três documentos relevantes em 1919. No entanto, quando foi a última vez que você viu o Pacto da Liga das Nações ou o Tratado de Versalhes mencionados como causa de pânicos bancários, quedas do mercado de ações, recessões e desemprego em massa? O Pacto da Liga das Nações diz, em seu Artigo 23, que os membros da Liga: ... (c) encarregam a Liga da supervisão geral nos acordos relativos ao tráfico de mulheres e crianças, e ao tráfico de ópio e outras drogas nocivas;... (link)

O Tratado de Versalhes, que a Alemanha foi obrigada a assinar em 1919, repete a mesma coisa no seu Artigo 23: 

O terceiro documento diretamente relevante à situação da Alemanha na segunda metade de julho de 1931 é o programa do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha, redigida por Hitler em 1920, cerca de um mês após a Alemanha assinar o Tratado de Versalhes. Ela exigia: 

2. Exigimos a igualdade do povo alemão com as demais nações, pela revogação dos tratados de paz de Versalhes e Saint-Germain

A revogação do Tratado de Versalhes significaria renunciar à submissão anterior da Alemanha ao controle e à restrição de suas indústrias química e farmacêutica por organizações habilmente infiltradas pelo Terror Branco Metodista americano. Os alemães percebiam nitidamente que os poderes legislativo, judiciário e executivo dos Estados Unidos andavam tão hipnotizados pelo proibicionismo absoluto mediante abstinência forçada que seria mera questão de tempo até que os gringos achassem como proibir até a cerveja na Europa inteirinha. Toda a economia mundial jazia em estrago geral por causa das leis exportadas pelos Estados Unidos - leis que criminalizavam a produção e o comércio entre pares de livre e espontânea vontade!  

Em 1930, na Alemanha e nos Estados Unidos, os eleitores começaram a votar exigindo o alívio das leis de proibição de substâncias. (link)

Um senador de Maryland mostrou que a cobrança da lei seca havia matado 800 americanos em nove anos — incluindo policiais, agentes, funcionários da alfândega e do Tesouro. A taxa de óbitos dos agentes da lei crescia e acelerava desde 1929, e cada edição dos jornais acrescentava novas mortes violentas à contagem. Os americanos tanto eram vítimas da sua própria 18ª Emenda quanto os alemães vítimas do Tratado de Versalhes. Vai que os eleitores alemães, elegendo o Hitler, dariam o exemplo -mostrando aos americanos como escapar das garras não só da sua própria emenda proibicionista como também das leis antidrogas cada vez mais abrangentes. Nenhum outro partido oferecia tal saída.

Já faz vinte e sete anos que comecei a publicar explicações sobre como as leis que proíbem a produção e o comércio provocam o colapso econômico. As pessoas ficavam perplexas, confusas e chocadas pela ideia de alguém sugerir tal coisa. Agora, pesquisando “leis abstencionistas e colapso econômico” retorna na língua inglesa cerca de 180 milhões de resultados — quase todos irrelevantes ou enganosos. Em português os resultados no Google mais espelham as lorotas exportadas pelo DEA e SOCOM. O que sobra no Brasil são bebidas e cigarros americanos, e o que falta no Brasil é um partido libertário.(link) * * *


Instruções em português para preencher o formulário de asilo i589, um dólar no formato Kindle que você lê no celular (link



 Quer saber a causa do Crash de 1929 e da Depressão da década de 1930? Leia.

ALeiSeca0619

Para melhorar o seu inglês, nada como a minha polêmica tradução de O Presidente Negro (O Choque das Raças) de Monteiro Lobato: America's Black President 2228. Na Amazon (link)

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