sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Casamento e a migra


No juridiquês, sham marriage é casamento fake para a migra ver. Nos processos dos quais participo é uma raridade. Mas a tentativa--ou até menção que transmite intuito de fingir se casar para obter visto--pode interferir em tentativas subsequentes de achar uma maneira de residir nos EUA. 



A alçada de tudo isso é o Departamento de Justiça, que contava com o J. Beauregard Sessions, republicano de Alabama, para cobrar cumprimento das leis. Sessions, felizmente, foi dispensado. Vamos então ao teor da lei que interessa
(c) Não obstando o previsto na alínea (b) nenhuma petição será aprovada se (1) o estrangeiro antes já recebeu, ou tentou obter, preferência na condição de parente de 1º grau por ser cônjuge de cidadão dos EUA ou de estrangeiro portador de visto de permanência, por meio de casamento que, na determinação do Procurador Geral, foi contraído no intuito de evadir as leis de imigração ou (2) caso o Procurador Geral tenha determinado que o estrangeiro tentou ou associou no sentido de entrar em matrimônio no intuito de evadir as leis de imigração. 
(c) Notwithstanding the provisions of subsection (b) no petition shall be approved if (1) the alien has previously been accorded, or has sought to be accorded, an immediate relative or preference status as the spouse of a citizen of the United States or the spouse of an alien lawfully admitted for permanent residence, by reason of a marriage determined by the Attorney General to have been entered into for the purpose of evading the immigration laws or (2) the Attorney General has determined that the alien has attempted or conspired to enter into a marriage for the purpose of evading the immigration laws.
Então é isso. Juiz nem entra na questão. Se a burocracia cismar, sujou. 

Uma alternativa que vale a pena investigar é a de convencer um eleitor americano a votar pelo partido libertário que--segundo os adeptos do ku-klux klã e dos partidos republicano e da proibição--insiste em "fronteiras abertas" e não outro muro de Berlim. Antes a gente ria disso, mas alguns membros de uma hoste contrária já infiltraram para mudar o  programa do partido libertário, que agora diz: 
Preconizamos a remoção dos obstáculos governamentais ao livre comércio. A liberdade política e o livramento da tirania requerem que as pessoas não sofram restrições arbitrárias pelas mãos dos governos na travessia de fronteiras políticas. A liberdade econômica exige o movimento irrestrito das pessoas humanas e do capital financeiro através das fronteiras nacionais. No entanto, apoiamos o controle da entrada, no nosso país, de estrangeiros que realmente apresentam alguma ameaça à segurança, à saúde ou à propriedade.
Essa é a terceira vez que infiltradores penetram no nosso partido com propostas tipo prostituição infantil (1986), vista grossa aos proibicionistas do controle da natalidade (2016) e anarquismo fronteiriço (2018). Fomos até infiltrados pelo candidato republicano tipo Ceausescu (Bob Barr) cuja missão era de coagir as mulheres grávidas. Agora os republicanos nos apontam juntamente com os democratas como importadores de terroristas e retirantes analfabetos

Nada muda o fato de que as leis proibicionistas e violentas exportadas pelos EUA, o Vaticano e outras correntes parcialmente coercitivas destroem economias nacionais e suscitam nuvens de retirantes parecendo gafanhotos. Precisamos de mais sócios sinceramente libertários para minimizar outras possibilidades de sabotagem e reduzir a coação da pessoa humana, isto é, aumentar a liberdade.  

Para traduções jurídicas de imigração, Speakwrite.
Para blog em inglês, libertariantranslator










sábado, 24 de novembro de 2018

Meganhas assassinos da migra



Pois é. O garoto achava que seria um emprego de utilidade, mas acabou mudando de opinião sobre as leis dos partidos saqueadores e pediu demissão. Leia o artigo na Reason.

Outros meganhas da migra gostam de explorar as mocinhas indocumentadas. É comum a procuradoria exibir, em casos nos tribunais, os rostos desses guardinhas armados trazendo vítimas aos motéis fronteiriços para cobrar favores. E como nos EUA há leis medievais contra trabalhar no ramo sexual, há guardas que simplesmente matam as moças a queima-roupa e queima de arquivo. 



Este monstro, por exemplo, já matou pelo menos quatro meninas que a perícia até hoje conseguiu confirmar, pois o assassino confessou.  Leia a análise na revista libertária www.Reason.com 

Esse tipo de coisa sempre acontece na fronteira do proibicionismo místico com o contrabando oportunista organizado em cartéis pelas leis proibicionistas do país vizinho.  Assassinatos, desaparecimentos, tiroteios--e agora raptos de estupradores assassinos armados pelo governo--são as inevitáveis consequências na fronteira entre dois países controlados por cleptocracias que se amamentam na violência de leis crueis. O México finalmente está caindo na real e se desfazendo dessas leis formadoras de cartel e violência--depois de encher de retirantes de outros regimes fascistas. Já não basta a violência na América Latina sem importar mais agressão armada do Vaticano e do partido republicano dos EUA?

O partido Libertário no seu programa traduzido em português procura eliminar estas leis agressivas que transformam policiais em criminosos violentos.

Para traduções visite Speakwrite no Brasil ou Braziliantranslated nos EUA
Blog de Tradutor Libertário em inglês.



terça-feira, 20 de novembro de 2018

Democracia no Brasil

Se brasileiro pudesse votar na liberdade--fora da caixa
Verde representa as abstenções e votos em branco, 2018 

Em 1971 o então-presidente Nixon se viu confrontado por um Partido Libertário dedicado à defesa dos direitos individuais da pessoa humana--sejam eles direitos à liberdade econômica ou direitos à liberdade individual. Como o Kennedy, que após derrotar o Nixon, declarou os direitos "indivisíveis," o partido libertário adotou a postura de que os direitos são íntegros, indivisíveis. 

Para driblar essa oposição, Nixon e o congresso alteraram o código fiscal de forma a subsidiar partidos das correntes saqueadoras. Dentre estes partidos que prometiam se valer da agressão física, os subsídios eram proporcionais aos votos anteriormente comprados pelos seus políticos. Esse subsídio algemou o movimento pró-liberdade que se opunha aos impostos, aos congelamentos, e ao bombardeio da população civil no Vietnã e países vizinhos.

Mas de onde veio esse partido? Os conservadores que querem proibir as mulheres de obterem serviços de profilaxia médica e controle de natalidade desconversam. Apontam para Bastiat, Von Mises,  Hayek e outras relíquias maçantes do mercantilismo monarquista europeu. Antes da publicação de Atlas Shrugged, ninguém ligava para esses calculadores de curvas do Velho Mundo--onde as mulheres eram heranças, e não donas do nariz com direito a voto. 

Mas Ayn Rand transformou a liberdade em questão moral e ética lastreada no valor da vida incoacta da pessoa individual. Os organizadores do Partido Libertário foram estudiosos da filosofia objetivista. David Nolan e seus colegas se valeram do termo de anti-agressão por ela elaborado em 1947 como condição de adesão. Esses partidários reconheceram na pessoa de Nixon o mesmo ideário de ditador pelo qual Mussolini e Hitler interferiam no comércio entre 1920 e 1945. Reza o termo libertário da não-agressão: 


Não lançarei mão da agressão com intuito político ou social.

Esse termo não significa dar a outra face ao agressor, e sim, não ser ele. Mas apesar de o vírus da agressão permear ambas as facções da cleptocracia, ninguém força americano a votar ou impede que forme partido--apesar da roubada do Nixon. Assim, com menos de 4% do voto garantimos direitos para mulheres e estamos abolindo as proibições de folhas de planta. Isso é democracia


O altruísmo é a raiz da auto-decepção

Mas... é pedir muito da coincidência aparecer a tradução da Ayn Rand em português, e logo em seguida aparecer nova Constituição em que:
LXX - o mandado de segurança pode ser impetrado por a) partido político com representação no congresso nacional... e
§ Os partidos políticos têm "direito" a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão na forma da lei. 
(Que lei? A lei anti-libertária de 1971 do partido republicano do criminoso denunciado para impedimento--Richard Nixon!) 

Para traduções jurídicas e juramentadas com fé pública no Brasil, EUA e Canadá, procure a equipe orwelliana da Speakwrite.
Blog em inglês texano...


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Recuperação dos direitos individuais



Em 1872, alguns estados da derrotada confederação não tiveram os seus votos eleitorais contados. Os vitoriosos federalistas da União impuseram com avidez as suas sobretaxas alfandegárias protecionistas (as mesmas que provocaram a guerra da Secessão) e aproveitaram a vantagem para usar o monopólio dos correios como veículo para leis puritânicas, nacionalistas e sim, raciais. 

As leis de Comstock foram aprovadas em 1872-3, quando o governo do General Grant impunha uma ditadura de ocupação no sul e alguns estados não podiam ainda votar contra a sua eleição. Estas leis usavam o monopólio dos correios para censurar as informações sobre e proibir qualquer forma de controle de natalidade. Uma mãe que escrevesse uma carta aconselhando a filha sobe gravidez indesejada podia ganhar uma pena de reclusão e trabalho forçado de 10 anos--sem falar na multa equivalente a 6 quilos de ouro maciço. 

Estas leis ainda vigoravam em 1932, quando a polícia americana baleava as pessoas por porte de cerveja. A escritora Ayn Rand há anos preconizava plenos direitos individuais para homens e mulheres, mas os sulistas que odiavam o JFK preferiam manter as leis de Comstock que já instituiram na jurisprudência dos EUA a queima de livros antes mesmo de Hitler ter nascido. Com a publicação de A Revolta de Atlas, o repto estava lançado nos EUA e no Canadá. Uma série de decisões judiciais mudou o quadro. Aqui está o resumo de uma delas. 



Supremo Tribunal
Griswold v. Connecticut
381 U.S. 479
Griswold v. Connecticut (No.496)
Argumentado: 29 a 30 de março de 1965
Decidida: 7 de Junho de 1965
151 Conn.544, 200 A.2d 479, reformada.
Syllabus
Recorrentes, o Director Executivo da liga Planned Parenthood, de Connecticut e seu diretor médico, um médico licenciado, foram condenados como acessórios por dar a pessoas casadas informações e aconselhamento médico sobre como prevenir a concepção e, após exame, prescrever um dispositivo ou material anticoncepcional para uso pela esposa. Um estatuto de Connecticut torna crime para qualquer pessoa usar medicamento ou artigo para impedir a concepção. Recorrentes alegaram que o estatuto de acessório, conforme aplicado, fere a décima quarta emenda. Um tribunal de segunda instância e o Tribunal da Justiça do estado, mantiveram a sentença.
Concluído:
1. Recorrentes têm legitimidade para fazer valer os direitos constitucionais das pessoas casadas. Tileston v.Ullman,-318 U.S.44, distingue-se. P.481.
2. O estatuto de Connecticut, proibindo o uso de contraceptivos viola o direito de privacidade conjugal que está dentro da penumbra de garantias específicas da Carta de Direitos. Pp.481-486.
Opinião
DOUGLAS, J., parecer do Tribunal
 O Exmº SR. DOUGLAS entregou o parecer do Supremo.
O apelante Griswold é diretor executivo da Planned Parenthood League of Connecticut. Buxton, apelante, é médico licenciado e professor da faculdade de medicina de Yale, e serviu como diretor médico para a liga em seu centro em New Haven -- centro este aberto e funcionando de 1º de novembro a 10 de novembro de 1961, quando os recorrentes foram presos.
Eles deram informações, instruções e conselhos médicos para pessoas casadas quanto aos meios de impedir a concepção. Examinaram a esposa e prescreveram o melhor dispositivo anticoncepcional ou material para seu uso. Honorários eram geralmente cobrados, embora alguns casais fossem atendidos gratuitamente.
Os estatutos cuja constitucionalidade é questionada no presente recurso são as seções 53 a 32 e 54 a 196 dos estatutos gerais de Connecticut (rev. 1958.). Aquele prevê:
Que quem utilizar medicamento, instrumento ou artigo medicinal com a finalidade de prevenir a concepção será multada em não menos que cinquenta dólares ou presa não menos de sessenta dias nem mais de um ano ou será multada e presa.
A seção 54-196 prevê:
Quem ajudar ou for conivente, ou aconselhar, provocar, contratar ou ordenar outro no sentido de cometer qualquer ofensa pode ser acionado e punido como se ele mesmo fosse o autor principal.
Os recorrentes foram julgados culpados como acessórios e multados em U$100 cada um, reclamando que o estatuto de acessório, como então aplicado, incorreu na décima quarta emenda. A Divisão de Recursos do Tribunal Regional manteve. O Tribunal de 3ª instância manteve a sentença. 151 Conn.544, 200 A.2d 479. Observou-se provável jurisdição. ***


Com essa brecha, o Supremo derrubou o fruto da superstição e a luta pela futura recuperação dos direitos da pessoa humana enquanto ente individual teve sua retomada--pelo menos nos EUA, Canadá e Reino Unido

Aquele livro, A Revolta de Atlas, foi lançado em português em 1987, 15 após a derrubada das leis de Comstock pelo programa do Partido Libertário dos EUA. No ano seguinte, nos escombros da ditadura desmoronada, publicou-se uma constituição de voto coagido, partidos subsidiados e burocracia de juízes para excluir todo e qualquer partido anti-coercitivo

Precisando de tradutor jurídico com experiência como intérprete nos tribunais, procure a Speakwrite
Blog em inglês: Libertariantranslator

sábado, 10 de novembro de 2018

Tradução com viés

Retraduzi o programa nacionalsocialista depois de observar que circulavam "traduções" incompletas e distorcidas. Essas retratavam com simpatia artificial a mensagem do socialismo coletivista e obscurantista que conquistou os corações e a lealdade de todos os países da Europa. 

Existe sim esse tipo de tradução. Veja um exemplo: 



Isso foi traduzido assim


I refuse any kind of support coming from supremacist groups. I suggest that, for consistency, they support my adversary the candidate of the left party, who loves to segregate the society! This is an offense with Brazilian, the most beautiful and mixed race people in the world. 

Na Alemanha os nazistas se safavam da desnazificação imposta pelo Governo da Ocupação dos EUA pelo simples ato de se declararem membros do partido comunista que controlava o leste do país e da cidade de Berlim. Deu nos jornais--e até nos anos 90 saltava aos olhos--que a Alemanha "Democrática" do socialismo soviético continuava sendo aquele mesmo país nazifascista de sempre. Este artigo explica como o internacional-socialismo acolheu e deu guarida aos políticos, meganhas e burocratas do nacionalsocialismo. 


Veja no original...
Este artigo é datado um mês após a carta em que Ayn Rand formulou o termo da não-agressão que o partido libertário exige como condição de adesão. O termo rejeita a agressão que os partidos não-libertários preferem usar contra os eleitores. Os 32 partidos que chupam a teta dos impostos para financiar seus anúncios usam o judiciário para prevenir a atuação do partido libertário. O resultado é o que você vê--voto coagido e a falsa alternativa entre nacionalsocialismo e uma versão mais soviética da mesma coação. Ou isso ou votar em branco em sinal de dissabor inerme. Falsa alternativa não é escolha.

Na Alemanha de hoje circulam duas traduções alternativas de "A Revolta de Atlas". Der Streik compete com Atlas Wirft die Welt Ab. Seria interessante saber qual das duas versões reproduz com maior clareza as ideias da autora. 

Na minha terra o partido libertário permite uma versão do voto "em branco" que de plena consciência transmite exatamente o tipo de programa que eu reconheço como legítimo. Todo político fascista ou comunista que perde um cargo por margem inferior ao do nosso voto sente na carne o poder dessa liberdade da escolha de "esses não". Estou falando do voto pelo partido libertário, o partido laissez-faire.

Acredito nos democratas quando juram que os republicanos são nazifascistas. Também dou a razão aos republicanos que garantem que os democratas são os inocentes úteis do comunismo internacional. Sorridente eu me lembro dessas gritas sempre que chego na zona eleitoral para votar no programa do Partido Libertário e mudar as leis e os políticos que eu detesto. 

Blog texano




segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Candidato Libertário fala Espanhol


O candidato a governador do Texas pelo Partido Libertário, Tippets, louro de olhos azuis, morou no México e fala espanhol. Agorinha mesmo o governo Mexicano, abalado por ação constitucionalista para derrubar a proibição federal imposta a ferro e fogo pelos EUA para proteger os impostos sobre a cerveja, está cedendo um pouco de liberdade àquele povo sofrido!




Quem sabe agora os retirantes guatemaltecos descobrem que o México, a exemplo de Uruguai,  ilumina o futuro da América Latina e ficam por ali? Pra que proibicionismo, muro de Berlim e arame farpado com franco-atiradores? Pra isso não bastou a Alemanha Nacional Socialista e Socialista?

Para traduções orwellianas, Speakwrite
Para análise libertária das atualidades, Libertariantranslator





domingo, 4 de novembro de 2018

Brasileiros no Texas?

Traduzi boa parte dos documentos dos imigrantes e estudantes brasileiros e latinos no Texas, e me dedico desde 1967 à defesa dos direitos individuais da pessoa humana. Também trabalho há 18 anos nos tribunais da migra e bancas de advocacia. A matemática das eleições me convenceu a votar da forma que mais elimina as leis nocivas--pelo programa que interessa a mim, da forma que mais assusta a cleptocracia entrincheirada. Apresento o candidato ao senado do Partido Libertário Neal Dikeman. 



Estou careca de mostrar com cálculos, gráficos e exemplos, que no sistema americano as leis mudam sempre que um pequeno partido ganha mais votos do que a diferença entre os candidatos dos dois partidos entrincheirados. Com o partido libertário em crescimento essa alavanca equivale a você votar umas 20 vezes. Se contribuir com dez dólares, o efeito legiferante equivale a uma contribuição de cerca de $200. Não perca essa oportunidade!

Seu tradutor americano às ordens. 
Meu outro blog é libertariantranslator