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domingo, 1 de março de 2026

Liga europeia ou fantoche americano? Janeiro de 1929

 

Véspera de natal de 1928, o abstencionista presidente-eleito Herbert Hoover se despede do festivo povo brasileiro.(link) No mesmo dia a alfândega de Nova York descobre entorpecentes formadores de dependência e estimulantes sem esse defeito que valeriam supostos USD 4 milhões--parte de um carregamento maior que os oficiais diziam valeria USD 20 milhões, trazidos por uma nave francesa.(link) Sim, estou me valendo da versão gratuita do DeepL.com

Os especialistas médicos da Liga na 2ª reunião consultiva sobre o ópio discutiam a insistência dos EUA em adicionar a benzilmorfina ao índice de drogas selecionadas para regulamentação rigorosa, da mesma forma que a benzoilmorfina com o “o” a mais. Um médico suíço afirmou que a primeira não causava dependência. Um dos aliados dos EUA que participava do Comitê Central Permanente do Ópio, que acompanhava corujando as reuniões do Comitê Consultivo sobre Ópio, apontou que a mistura continha mais de 2% de morfina. Esse comitê central, dominado pelos EUA, já estava reunido na Genebra fazia quase duas semanas.

A imprecisão de termos como “hábito” e “dependência” já era explorada pelos americanos. Naquela época, as leis dos EUA proibiam o chucrute por conter 0,5% de álcool, resultado da fermentação natural. O futuro presidente Ronald Reagan—rapaz de 18 anos quando os partidários da Liga tentavam rotular certos opiáceos como não causadores de dependência—herdaria a tendência oposta. Os partidários republicanos de Reagan se comprometeram a ignorar a ciência médica para declarar as folhas estimulantes de plantas sul-americanas e indonésias como “viciantes” por decreto político—gerando lucro e sorrisos nos vendedores de tabaco—e, dali a pouco, aos vendedores de uísque.

Neste gráfico a ONU, sucessora da liga, determinou durante o governo Truman que mascar folha de coca não provoca dependência, quando muito, hábito. No governo Eisenhower e Nixon a mesma ONU vira casaca declarando que mascar essas folhas gera dependência, classificando-as politicamente na categoria da heroína escravizante e da cocaína que não gera a atrofia do organismo que resulta na dependência da dormideira. O governo Nixon em 1971 declarou "guerra às drogas" a revelia das definições médicas e provoca recessão com desemprego. 

As notícias daquele dia em 1929 incluíam relatos de uma nova investigação da Ku Klux Klan. Essa denominação cristã era mais conhecida por insistir a pauladas que os americanos de ascendência africana eram uma ameaça muito mais grave ao tecido social do que as drogas e o álcool, que os membros da Klan acreditavam agravar ainda mais o “problema racial”. O governador de Nova Iorque, Al Smith, cuja candidatura “molhada” em 1928 levou a Ku Klux Klan a aderir ao Partido Republicano, apareceu em programas de rádio pedindo doações aos democratas. Um novo plano para cobrar as dívidas de guerra e os pagamentos de reparações da Alemanha estava em discussão—inclusive uma moratória ou suspensão temporária do pagamento das dívidas. A notícia mais inquietante dos dias anteriores foi da decisão no Senado de divulgar as declarações de imposto de renda daqueles que solicitavam restituições. Comparado com isso, guerra envolvendo a Bolívia e a abdicação de um rei afegão após três dias no cargo eram arráia miúda.

Setenta e nove anos depois, em janeiro de 2008, as garrafais berravam: Citi registra prejuízo de USD 10 bilhões e corta 4200 empregos... Bank of America corta 650 empregos para reestruturar a economia... Índice Dow Jones em queda... Os defensores da proibição pediam a expansão e uma aplicação mais rigorosa das leis contra a “lavagem” de dinheiro aprovadas em 2006. Aparecerão aqui outras comparações entre eventos e circunstâncias que antecederam as crises de 1929 e 2008. Afinal, na minha tese ambas resultaram das leis proibicionistas antiliberais e violentas geradoras das duas crises, portanto, fique ligado.   

Leitura: O ex-secretário do Tesouro do Obama, Timothy Geithner mencionou Lords of Finance, de Liaquat Ahamed. Embora repleto de fofocas sobre os Senhores da Criação da época entre o boicote à China e a Segunda Guerra Mundial, o autor parece nem saber que a Alemanha liderava o mundo em produtos químicos e farmacêuticos em 1914, 1931 e 1939. É como se o ópio ainda não tivesse sido descoberto e a Liga das Nações existisse com o único propósito de culpar a Alemanha pela Primeira Guerra Mundial. No mundo real, a Liga foi organizada como projeto americano cujo único propósito foi de substituir a Haia como veículo do proibicionismo violento. Isso consta no Artigo 23 do Tratado de Versalhes e da Carta da própria Liga—artigos que NENHUM dos "explicadores" da crise percebeu: “...confiar à Liga a supervisão geral dos acordos relativos ao tráfico de ópio e outras drogas perigosas.”  Direi mais ao terminar de ler, mas até agora o livro parece sim algo encomendado para desviar a atenção de eventual conexão causal entre os programas de “compartilhamento” de confisco de bens baseados na fé de GW Bush--que instavam a polícia estadual e local a confiscar casas hipotecadas para cultivo de maconha--e a crise dos derivativos lastreados em hipotecas. 

Esse gráfico mostra apenas os valores federais, que foram muito menores que os dos estados e comarcas da União. A lei que possibilitou esses confiscos foi aprovada em 2006. Algo parecido ocorreu na América do Sul de 1986 a 1992, com hiperinflação e ataques ao Panamá 

Todas as evidências indicam que, uma vez que as perdas com esses confiscos de bens ultrapassaram os roubos por arrombadores em valores monetários, o mercado de derivativos lastreados em hipotecas entrou em colapso EXATAMENTE por causa das hipotecas incobráveis resultantes. Esse deslizamento provocou a avalanche de prejuízo que arrasou a economia em 2008—o ano em que o livro foi escrito. 

Aviso à Microsoft: Seu software teima em cobrar que eu permita o acesso às minhas fotos da Apple. Se (e isso é apenas uma hipótese ilustrativa) essas fotos incluíssem imagens comprometedoras semelhantes a um fundador da Microsoft ou um grande acionista na Ilha da Fantasia de Epstein, tenho certeza de que ficaria claro por que não estou convidando o Windows a vasculhar os arquivos. Não insistam, pois não me apetece de acabar como McAfee ou Epstein. Já tenho o Linux instalado em outra máquina e dois Macs em funcionamento.

*-*-*



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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Migra contra-ataca

 

A revista libertária Reason apresenta palestras semanais entre seus autores e figurões de interesse. Desde que o ICE da migra caiu na mão dos nacionalsocialistas cristãos do governo Trump. Essa revista critica a atuação que lança mão da agressão. Outras revistas querem que os EUA sejam infiltrados por gentalha hostil ou das correntes saqueadoras pois o censo constitutional atribui votos eleitorais aos estados em proporção aos habitantes, e não cidadãos.  Isso preocupa os nacionalistas.

Esse link é o do Youtube, bom para as pessoas que acompanham com facilidade o inglês político. Mas se vc quiser ler a transcrição, de vez em quando isso segue o vídeo no site da revista, sem cobrar nada.(link) Ali se tiver, vc tb pode copiar e colar no Deep-L ou Google tradutor para uma aproximação razoável de português. Permitem inclusive que vc baixe todo o áudio em formato mp3, que toca em qq tocadorzinho barato ou mesmo telefone. 

Os nacionalsocialistas, pelo visto, querem invadir e bombardear países alheios com medo de alguém curtir alguma folha que não Lucky Strike, Copenhagen ou Marlboro. Também preferem a morte á liberdade de produção e comércio laissez-faire que Bastiat defendia. Resultado, destroem as economias da América Latina--como na invasão do Panamá de 1998 que logo resultou em hiperinflação brasileira de 80% por mês. Daí, as diásporas de refugiados eles fingem não entender, e procuram acreditar que esses retirantes--e não a sua própria agressão armada com bombardeios--causaram a desgraça. 

Nunca hei de entender esse misticismo da fé cega e apego à agressão. 

* * *



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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Liga Europeia, adminstradora os EUA: 1929

 


Mentira. Desde o boicote dos EUA pela China repressionista em 1905, os americanos fazer qq negócio para continuar a exportar grãos. A Liga, sem ku-klux clã, quis apenas regular opiáceos que formam dependência, e não folhas que - por motivos de paranoia racial - supremacistas querem proibir. Tentaram em 1920 e 1923 sem efeito, antes de comprar a Liga em 1925.

A primeira reunião da 12ª Sessão do Comitê Consultivo do Ópio teve início em 17 de janeiro de 1929. Os planos iniciais de abrir e revistar cartas pessoais e pacotes deixaram claro que os “altos escalões” e os chefões não eram motivo de preocupação. Outro item dizia respeito ao Conselho Central Permanente (do Ópio), criado pelos americanos na Convenção de Genebra de 1925 para se infiltrar e vigiar o Comitê Consultivo do Ópio — composto por um comerciante holandês de cocaína, um agente da Sérvia, produtor do ópio mais forte do mundo, um excitado cavalheiro chinês preocupado com o fato de 1/8 do ópio chinês ser importado. Os outros 7/8 do ópio, cultivados na própria China, não eram motivo de tanta preocupação. França, Alemanha, Grã-Bretanha e Índia contaram com a presença de seus negociadores experientes. A Itália foi representada por um orador fanático. Japão, Sião, Suíça, Portugal e suas colônias enviaram representantes mais ponderados. A maior delegação foi composta por “observadores” dos EUA.


Nenhuma surpresa nisso. Os críticos, incluindo a jornalista da Hearst, Ellen LaMotte, há muito criticavam essas reuniões como encenação de cartéis. Os americanos, frustrados com a recusa dos negociadores em incluir proibições espúrias para agradar charlatães iludidos, rejeitaram a Liga duas vezes—mas voltaram rastejando. Três semanas antes dessa reunião, jornais americanos noticiaram: NARCÓTICOS ESCAPARAM DE ALFÂNDEGA—US$ 4.000.000 malocados durante dias em um armazém na Filadélfia. 24 de dezembro de 1928 — Narcóticos avaliados em mais de US$ 20.000.000, enviados da Europa para cá a bordo de um cargueiro francês, permaneceram sem vigilância em um armazém à beira-mar por vários dias, revelou hoje o Daily News. (link)
28/12/1928: AGENTE FEDERAL MORRE COMO MÁRTIR DA GUERRA CONTRA AS DROGAS—James R. Kerrigan, que desempenhou um papel importante na apreensão de US$ 2 milhões aqui, sucumbe no hospital—FERIDO EM UMA OPERAÇÃO POLICIAL EM NEWARK—ferimentos em queda são apontados como causa da morte—Autoridades o elogiam como investigador inteligente...
Como em 1914, os países visados ​​pelo altruísmo estadunidense se afogavam em violência. A legação britânica em Cabul, no Afeganistão, foi bombardeada por artilharia, e guerra entre Bolívia e Paraguai se aproximava. A Iugoslávia (sim, a Sérvia) virou ditadura. Pittsburgh noticiou: HUNGRIA FRUSTRA PLANOS SANGRENTOS… Kemal Impede Plano Tramado por Monarquistas… Almirante Alemão Morre Envenenado… Agentes da Lei Seca Prendem 15… FASCISMO GANHA FORÇA… Krupp Von Bohlen Incita o Ódio aos Franceses… Guerra Persa Causa Envenenamento de Poços… Um banqueiro italiano chamado Frank Ferrari parecia ter desaparecido, deixando o New York City Trust Bank à deriva com juros no over de 9%. Bônus agregando US$ 22 milhões para mineração de cobre no Chile, e de títulos do governo para Peru, Cuba, Bélgica e São Paulo, Brasil, foram todos resgatados antecipadamente.

Os EUA NÃO eram membros da Liga das Nações, mas financiavam as atividades da mesma há anos. Caldwell era eminencia parda da Seção de Ópio dos EUA e Lyall, um inglês que trabalhava como agente antidrogas em Rotterdam, era outro. Um ex-comissário de polícia de Nova York foi mencionado, mas não apareceu, e a competente Dame Crowdy atuou como secretária. As discussões versaram sobre espionagem de correspondências e uso de informações privilegiadas para explorar repercussões econômicas. O representante do Japão chamou a atenção para o Plano Crane de limitação de produtos manufaturados, fingindo delicadamente acreditar que a ideia fora realmente holandesa e que por acaso havia sido repassada por um dos americanos. O próprio Crane era americano, aposentado, e retornado recentemente da Grã-Bretanha. Sua ideia de limitação era o plano chinês de cercear o cultivo da dormideira de 1906, recentemente ressuscitado contra morfina e derivados, ópio processado, pasta de coca e cocaína—assuntos intensamente debatidos nas reuniões de 1923.

Após o almoço, havia quem quisesse repreender os países que não haviam enviado os formulários de confissão estatística, e ainda reclamar do descaso soviético, mas sim, planejar espionagem das comunicações telegráficas, contrariando as convenções internacionais. Além de expressar reservas, a Suécia nutria dúvidas quanto ao caráter autoritário das iniciativas coletivas. Já a Bolívia deixou claro que nenhum gendarme seria enviado para ameaçar ou atirar em seus camponeses em tentativas equivocadas de proibir o cultivo de folhas. Seguiram-se outras 24 reuniões, com debates animados e informativos, súplicas, repreensões, intimidações, sermões, devaneios histéricos e resultados econômicos alarmantes que precipitaram o início da Quebra da Bolsa de Valores na primeira semana de setembro de 1929. Ao contrário da propaganda proibicionista, que abre mão do contexto, esta análise leva em consideração os eventos contemporâneos no mundo real.


Vídeo da concorrência: Observe no recorte que o navio que trouxe o polpudo carregamento de drogas que americano queria proibir era francês. É claro que o governo francês veria com maus olhos um livro  mencionar esse confisco natalino de 1928. Menos ainda fala-se da meia-tonelada de morfina que o transatlântico francês Alesia estacionou um Nova York quando do desabamento do Bank of United States em 1930. Keynes, charlatão da corrente saqueadora, entendeu menos que Stalin o que passou com a economia americana em 1929. Mas vale a pena examinar essa "análise" que exemplifica a repetição de omissões e falsificações que giram em torno dessa série de crises. Foram todas provocadas por  governos que lançam mão de cercear a produção e o comércio com base em superstições, coletivismo racial e ignorância irresponsável. Ignoram os tratados internacionais e até mesmo dos jornais da época. Preste atenção nesse vídeo e procure nos sebos a tradução. Compare com A Lei Seca e O Crash e com essa série bilíngue dos eventos que realmente causaram a crise. Comente.  A seguir recomendarei outros livros e registros que nenhum concorrente menciona, inclusive das leis e tratados que subjazem esses desastres.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EUA, Rockefeller pressionaram a Liga das Nações à guerra

 


Após falsificar Convenção própria na Genebra em 1925, os EUA começaram a comprar a Liga das Nações da mesma forma que as empresas fiduciárias compram participações controladoras em sociedades anônimas. Os EUA e o Reino Unido criaram pressão para proibir drogas nada viciantes à base de folhas capazes de competir com o tabaco — e que, diziam as más línguas, ajudavam moreninho a ganhar campeonatos de boxe e resistir a invasores. (agradeço a ajuda o DeepL.com)

A colaboração sino-americana para pressionar o mundo inteiro a praticar a repressão armada teve consequências inesperadas: o colapso da China na anarquia comunista, as Guerras dos Bálcãs e a Primeira Guerra Mundial. Os EUA enviaram Herbert Hoover “para lá” como czar da alimentação e espectador da Primeira Guerra. Australianos e canadenses foram obrigados a contragosto pelo Reino Unido, exportador de narcóticos, a lutar contra a Áustria-Hungria, a Alemanha e seus aliados otomanos, incluindo a Turquia. De repente, os empréstimos bancários dos EUA ficaram expostos quando os russos mataram seu czar proibicionista. Nem por isso os EUA entrariam em guerra contra os aliados cultivadores da dormideira da Alemanha. A Austrália e o Canadá entraram, sofreram perdas terríveis e não ficaram nada satisfeitos. Os EUA eram uma potência “associada”, não integrante dos “Aliados”, nunca em guerra contra a Turquia. A rejeição dos EUA ao Tratado de Versalhes e à Carta da Liga das Nações—ambos contendo o artigo 23º proibicionista inserido por insistência do Reino Unido e dos os EUA—nada ajudou. Por outro lado, os americanos já tinham seu próprio artigo 23º proibicionista injetado em acordos de armistício distintos.  

Muito esforço propagandístico foi dedicado a intensificar a proibição de basicamente tudo, exceto o tabaco americano. Mulheres e crianças vitimadas nas guerras do ópio nos Bálcãs foram transformadas em modelos de cartazes para transferir a culpa e a vergonha pós-guerra para os muçulmanos. A Liga das Nações—substituindo a Haia—tornou-se a executora do Partido Republicano das suas crescentes missões proibicionistas cristãs. Para colocar os produtos de papoula na pior perspectiva, as publicações da Liga foram induzidas a associar jornalisticamente a escravidão branca e várias “drogas”, todas elas commodities legais em vastas regiões otomanas e muçulmanas, mencionando-as lado a lado. Isso isentou os EUA e a China da culpa por trazer a guerra a essas regiões. A folha de auditoria supra é apenas a ponta de um grande iceberg financeiro. Esses documentos estão disponíveis ao público em Genebra e em outros Estados-membros da Liga. No entanto, quando foi a última vez que você ouviu falar de ALGUMA dessas questões tabus? 

Milhares de páginas de documentos da Liga foram alistadas para encobrir os Estados Unidos com a alvura da benevolência e incitar pavor e ódio por flores e folhas alheias—algumas delas nem tão diferentes do café ou do chá. Essa perseguição, que durou 14 anos, acabou levando a Europa a outra guerra. No entanto, ao longo de todo esse período, os registros da Liga em inglês e francês omitem habilmente as menções a inúmeros tiroteios relacionados à proibição, agressões da Ku Klux Klan, falências bancárias, assassinatos, execuções, guerras entre facções, batalhas navais, corrupção, recursos judiciais e execuções extrajudiciais que faziam a América proibicionista do pós-guerra parecer um manicômio em comparação com a Europa já devastada. Os europeus pelejavam e não conseguiam cobrar reparações de guerra da Alemanha—contudo, se contorciam para não pagar prestações dos empréstimos bélicos contraídos para financiar o que era, no fundo, a cruzada conjunta chinesa e evangélica americana que gerou a guerra que agora exploramos. 

Este Ngrama do Google mostra o clamor da mídia de língua inglesa quando resultou a Grande Depressão.

Essas referências alemãs à depressão refletem o pânico “moral” chinês, americano e britânico. Nada disso é acidental, como os registros a seguir mostrarão. 

Livros bons e ruins: Fateful Hours--The Collapse of the Weimar Republic, de Volker Ulrich. Este é o segundo livro que leio deste autor, e o tradutor fez um trabalho excepcional. O autor, nem tanto. Se você quer um livro que finja que Hitler não era um socialista cristão e onde praticamente todas as informações vêm de conversas sussurradas entre pessoas que NÃO são banqueiros, industriais ou financistas—um livro que passa em branco a Liga das Nações e o Artigo 23 do Tratado de Versalhes e foge da possibilidade de que a América proibicionista estivesse manipulando a Liga para exportar a histeria do Terror Branco metodista—, este livro é para você. Ao mesmo tempo, reli as partes principais de The Rise and Fall of The Third Reich, de Shirer, e The Origins of the Second World War, de Taylor. Os três livros apresentam defeitos semelhantes. É como se algum tabu tivesse induzido os editores a fazer malabarismos para omitir fatos incômodos, muito parecido com os cães de circo descritos por George Orwell—treinados para dar cambalhotas sem sequer um estalo de chicote. Seria negligente da minha parte não recomendar as análises do economista americano Peter Temin sobre situações de crise e depressão.  



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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

BTG Pactual e O Crash



Parece até capítulo de A Lei Seca e O Crash essa intervenção policial seguida de pavorosa liquidação de títulos mobiliários do banco BTG. Nos EUA, em meio ao fanatismo da lei seca, com pena de 5 anos de trabalho forçado e multa de quase 3 milhões de reais por causa de cerveja, houve uma batida policial simultânea em 35 localidades na Atlantic Highlands em New Jersey, alguns quilômetros ao norte do Império do Contrabando de Atlantic City. Os volantes policiais entraram prendendo todos. Ocorreu no dia 16 de outubro de 1929


NOVA LIQUIDAÇÃO ARRASA TÍTULOS--WSJ 24OUT1929

Prenderam navios, estação de rádio para comunicar com navios de contrabando de uísque, porto de atracação, um observatório completo... tudo isso pertinho do Long Island Sound onde--no romance de F Scott Fitzgerald e nos filmes com Robert Redford (O Grande Gatsby), refeito com Leonardo DiCaprio--rolava muamba. Entre os papeis agarrados pelos homens, acharam indícios de que vários bancos comerciais andavam financiando o contrabando de rum, uísque, e outros produtos lúdicos a preços inflacionários por causa da Proibição. 

Juízes mandaram intimar registros bancários. No dia seguinte a repressão deu várias batidas no estado de Indiana, onde trabalham usinas de açúcar de milho como insumo para bebidas alcoólicas, e no dia 18, 300,000 litros de uísque artesanal foram confiscados. Despencaram as cotações de milho. Chefão mafioso Lucky Luciano foi raptado e torturado por concorrentes naquele mercado negro e Frank Lonardo, mafioso do açúcar de milho em Ohio foi morto a tiros. No dia 22 as cotações despencaram de novo enquanto as autoridades procuravam identificar sete bancos implicados no financiamento do contrabando enquanto jurados eram escolhidos para o julgamento do ex-inspetor bancário de Nova York. A avalanche do Crash da Bolsa estava em plena aceleração antes mesmo de os economistas partidários inventarem lorotas "explicativas" do desastre. 



No Brasil, o BTG parece ter sido acusado de "ter departamento para assessorar os clientes sobre a lavagem de dinheiro"--a coisa mais natural do mundo. Afinal, agora que a função do governo não é mais a defesa dos direitos individuais da pessoa humana e sim pretexto para praticar assaltos e confiscos atendendo às leis do gênero--leis exportadas para o Brasil pelos EUA em 1987 e 2008, todo cuidado é pouco. 



Entenda como funciona esse mecanismo. A Lei Seca e O Crash está no Amazon em formato do aplicativo gratuito do Kindle. Você entenderá como quebrou a economia no seu celular a preço de uma cerveja artesanal ou uma revista que não sabe explicar. 


tradução juramentada, intérprete simultâneo




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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Novilíngua da migra

...o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido.

A proliferação instigada pela gerontocracia americana de ditaduras medievais, retrógradas, supersticiosas e nazifascistas por toda a América Latina teve o mesmo efeito provocado pela prática quase idêntica por parte do Terceiro Reich nacionalsocialista e da União Soviética internacional-socialista. 

A diferença é que lá as fronteiras movediças engolfavam os países vizinhos e colônias conquistadas. Mas o resultado--enxames de fugitivos daqueles paradisíacas repúblicas populares trabalhistas--tem sido o mesmo.

Na Rússia um judeu liberal zerou um apparatchik coercitivo daquela monarquia e o pogrom cristão que resultou provocou a fuga de judeus há mais de um século. Os EUA recebiam com avidez esses refugiados em Nova Iorque e Galveston, no Texas. Novas ondas emigrantes resultaram das variantes comuno-fascistas das ditaduras socialistas, e novamente os americanos acolhiam a nata educada, dispensando a plebe ignara.

Hoje a religião socialista só acha adeptos em grandes números na Europa, África, Ásia, e aqueles marcham por terra como gafanhotos ou formigas cortadeiras rumo à fronteira dos EUA. Os coletivistas do altruísmo farejam sustento justamente no país cuja constituição de menos de 5 mil palavras (contando inclusive as assinaturas), até hoje se espraia em menos de 8 mil palavras, mesmo com as 27 emendas. As primeiras dez emendas proíbem o governo de interferir com a imprensa ou com o porte de armas, arrombar portas sem mandado, confiscar papéis, torturar confissões, transformar seu lar em casa-da-sogra de soldados, confiscar bens sem pagamento a preço justo, etc.

Essas garantias constitucionais vêm sendo erodidas pelas enchentes de miseráveis socialistas que se depositam nas praias. Feito nadador que, mesmo afogando, se recusa a largar da bigorna, esses retirantes do altruísmo continuam agarrados como piolho às superstições e crendices que o Velho Mundo ainda chama de filosofia, deontologia, política, direito[!]

No resto das Américas (tirando o Canadá) grossos arremedos de Mein Kampf e Das Kapital fazem as vezes de Carta Magna, copiando as monarquias, os portes místicos, impérios assassinos, juntas militares, satrapias e cabalas do Velho Mundo. Empossam caudilhos devotos da eucaristia da agressão para atender o altruísmo sacrificial predominante. Ninguém lê essas constituições. Contam os zeros a mais no papel-moeda para acompanhar a sua evolução inflacionária e votam com os pés a favor do livre comércio, egoísmo e partidos libertários ausentes das campanhas subsidiadas e obrigatórias.

Resultou novo vocabulário na língua americana para lidar com esses enxames de refugiados das Repúblicas Populares. Vocábulos para estrangeiros não fiscalizados ou irregulares, tais como illegal alien se reformulam em illegal invader, border infiltrator, undocumented immigrant e afins, sendo que os neologismos escolhidos identificam as tribos políticas (em todo caso 96% fascistas e socialistas) que os utilizam.

Altruísmo, como base da auto-decepção--a raiz de todos os males--é o que conseguimos minimizar nos EUA. O resto do mundo odeia lucro, dinheiro, ganância, e tem o desplante de manifestar surpresa ao se ver imerso em prejuízo, pobreza, parasitismo, coação e agressão.

Os partidos políticos antigos e parasitários percebem e se aproveitam dessa decepção. Oferecem coagir ou assaltar a quem o seu pastor manda odiar, e presentear com bens alheios aqueles que te inspiram dó, ou aqueles motivados por simples cobiça parasitária e que odeiam cidadão armado, imprensa livre, substâncias lúdicas ou felicidade em qualquer que seja a sua manifestação. Aprenda como tudo isso afeta a economia de um país lendo A Lei Seca e o Crash, disponível na Amazon em formato Kindle que funciona até no celular.