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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Lysander Spooner, fascículo 2

Dizem que o direito de as pessoas entregarem cartas nas rotas dos correios será decidida em juízo. O New York Express diz que o sr Spooner, chefe da American Letter Mail Company, transmitiu ao Departamento em Washington, declaração expressa do seu porte de cartas, etc., com os fatos relevantes, para que a questão seja puramente jurídica, de modo que ao administrador dos Correios nada resta senão levar a causa até o Supremo tão logo possível.(link)

 Continuando com a análise da Constituição da União americana pelo advogado anti-escravagista em plena ocupação militar dos Estados que tentaram restaurar a antiga Confederação após a alta nas sobretaxas alfandegárias votada 4 meses antes da posse de Lincoln.

…        E assim foi com os que adotaram, inicialmente, a Constituição. Qualquer que possa ter sido o seu intuito pessoal, o significado jurídico de seu texto, no que toca à sua “posteridade”, foi simplesmente que a sua esperança, as suas motivações ao convencioná-lo, foram de que este acordo se provaria útil e aceitável a eles e à sua posteridade; de que serviria para promover-lhes a união, segurança, tranquilidade e bem-estar; e que talvez tendesse a “garantir a eles os benefícios da liberdade.” O que consta ali não assevera e tampouco implica direito, poder ou disposição alguma por parte dos participantes originais do acordo, de compelir que a sua “posteridade” se sujeitasse a ele. Fosse essa a sua intenção, a de forçá-los a viver sujeitados, teriam dito que seu objeto seria não o de “garantir a eles os benefícios da liberdade”, mas sim fazer deles escravos; pois, fosse a sua “posteridade” forçosamente obrigada a viver sob aquilo, nada mais seria que a escravaria de avôs tolos, tiranos e defuntos.

Não há como dizer que a Constituição fez do “povo dos Estados Unidos,” uma pessoa jurídica permanente. Não fala do “povo” como corporação, e sim como indivíduos. A pessoa jurídica não se descreve como “nós”, como “povo” ou como “nós mesmos”. Tampouco vem ser a pessoa jurídica dotada, em termos jurídicos, de “posteridade”. Supõe que tenha, e refere a si como se tivesse, existência perpétua, como individualidade única.

Além do mais, não é lícito uma corporação de homens de qualquer que seja a época, constituir uma pessoa jurídica perpétua. A pessoa jurídica passa a ter perpetuidade na prática apenas pela adesão voluntária de novos integrantes em substituição dos antigos que morrem. Sem esta adesão voluntária de novos membros, a pessoa jurídica se acabaria com a morte de seus constituintes originais.

Do ponto de vista jurídico então, não há na Constituição vírgula sequer que professe ou vise constranger a “posteridade” daqueles que o estabeleceram.

Se os autores da Constituição não tinham procuração para obrigar, e tampouco fizeram menção de sujeitar a sua posteridade, cabe indagar se a posteridade teria se sujeitada, coisa que só poderiam ter feito de uma ou da outra maneira, senão pelas duas, ou seja, pela votação e pelo pagamento dos impostos.

***

(Continua no 3º…)

Obs: Nos argumentos do Jackson, em cuja presidência a Carolina do Sul legislou proibindo a cobrança federal de tarifas alfandegárias nos portos, ele interpretou "a fim de formar uma União mais perfeita" como significando mais coesiva, indivisível, não sujeita às interferências de facções ou regiões que existiam sob os Artigos da Confederação. A Constituição, afinal,  formou a União alfandegária cujos proventos (junto com a venda de terras indígenas conquistadas) custeavam o Estado político. Uma cláusula impediu que os Estados impusessem sobretaxas fratricidas. A proclamação de Jackson eliminou a alternativa legislativa, restando apenas o apelo à secessão para os latifundiários dos Estados mais coloniais se livrarem de sobretaxas alfandegárias protecionistas naquele sistema neo-mercantilista dali a 29 anos. 

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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Lysander Spooner, fascículo 1

 


Anarquista ou libertário? Os jogadores de poker blefam; vendedores de cavalos, chargistas e atletas de posições políticas exageram e satirizam. É bom não perder isso de vista ao analizar o criador dos correios particulares dos EUA. 

Para neutralizar um intelectual, nada melhor do que taxá-lo de anarquista, que entre 1848 e 1918 era entendido nos jornais como sinônimo de republicano jacobino, de comunista. Spooner era advogado anti-escravagista antes da chamada “guerra da secessão” provocada pelo aumento brusco das sobretaxas alfandegárias. Spooner criticava o regime de coação que o novo partido republicano impôs sobre a União.  Examinando os pensamentos deste autor podemos tirar conclusões sobre o teor da sua mensagem.  Como a obra é grande e o contexto nem tão familiar, faremos em fascículos a nossa análise.

Sem Traição

A Constituição Despida de Autoridade

Lysander Spooner, 1869

Tradução (CC) 2015, por J Henry Phillips.com

Não há, inerente na Constituição, autoridade ou obrigatoriedade alguma. Ela carece por inteiro de toda e qualquer autoridade ou obrigatoriedade, a não ser como contrato feito entre homem e homem. E de forma alguma se representa como contrato entre pessoas hoje existentes. Quando muito, pretende nada mais ser que um contrato entre pessoas físicas existentes oitenta anos atrás.1 Poderia se supor que, na época, fosse contrato entre pessoas já maiores de idade, e como tais, dotadas da competência de celebrar contratos razoáveis e obrigatórios. Sabemos também, pela história, que fora consultada, ou indagada, ou permitida expressar de maneira formal seu consentimento ou divergência, apenas uma pequena proporção do povo existente na época. Aqueles que consentiram formalmente, havendo algum, hoje estão todos finados. A maior parte já há quarenta, cinquenta, sessenta ou setenta anos. E a Constituição, enquanto contrato destes, expirou com eles. Jamais dispuseram do poder ou direito de torná-lo vinculante sobre seus filhos. Além de ser evidentemente impossível, pelos fatos da natureza, que pudessem realizar tal sujeição, de fato nem sequer houve tentativa de sujeitá-los. Vale dizer, o instrumento não pretende ser convenção que envolvesse pessoa a não ser “o povo” existente na época; e nem tampouco se deram ao trabalho de tentar sujeitá‑los, ou seja, o instrumento não representa ser um acordo entre pessoa alguma a não ser as pessoas então existentes; e nem tampouco, implícita ou explicitamente faz valer qualquer direito, poder ou disposição por sua parte de sujeitar ninguém a não ser eles mesmos. Vejamos então. Reza o texto:

Nós, o Povo dos Estados Unidos (isto é, o povo existente na época nos Estados Unidos), a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a Justiça, assegurar a tranquilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América.

Salta aos olhos logo de saída que este texto, enquanto convenção, não representa ser mais do que realmente fora, viz., um contrato entre as pessoas então existentes; e por conseguinte válido, como contrato, somente para aqueles que existiam à época. Em segundo lugar, o texto não declara e nem dá a entender que eles tinham desejo ou intenção, ou que se imaginassem dotados do direito ou poder de obrigar sua “posteridade” a se sujeitar a tal. Tampouco reza que sua “posteridade” irá, deve, ou há de se sujeitar a tal. Diz apenas, na verdade, que a sua esperança e motivação ao adotá-la fora de que pudesse prestar alguma utilidade à sua posteridade, assim como para eles mesmos, por promover a sua união, segurança, tranquilidade, liberdade, etc.

Suponhamos que fosse celebrada uma convenção com a seguinte forma:

Nós, o povo de Boston, concordamos em manter um fortim na ilha do Governador, para nos defendermos, e à nossa posteridade, contra as invasões.

É claro que tal acordo, enquanto acordo, obrigaria a ninguém a não ser às pessoas existentes à época. Ademais, criaria direito, poder ou disposição alguma, de sua parte, de compelir que sua “posteridade” mantivesse o dito fortim. Serviria apenas para indicar que fora o suposto bem de sua posteridade um dos motivos que induziram as partes originais a firmarem o acordo.

Quando um homem se diz estar construindo uma casa para si e sua posteridade, não quer indicar com isso que cogita coagir a eles. Nem é válida tampouco a ilação de que seja parvo a ponto de se imaginar dotado de direito, ou poder que seja, para constrangê-los a residir lá. No que concerne a eles, ele nada mais quer dar a entender do que, de fato, sua esperança, suas motivações ao construí-la, fossem que eles, ou pelo menos alguns deles, achassem condizente com a sua felicidade morar lá.

Pois quando um homem diz que está plantando uma árvore para si e sua posteridade, não quer indicar com isso que cogita obrigá-los. Nem é válida tampouco a inferência de que seja simplório a ponto de se imaginar detentor de direito, ou poder que seja, para obrigá-los a comer da fruta. No que concerne a eles, ele nada mais quer dar a entender do que, de fato, sua esperança, suas motivações ao plantar a árvore, fossem que a fruta do pé lhes agradaria. (Continua-se…)

1   Escrito em 1869 Cf “Fourscore and seven years ago…” do discurso de Gettysburg.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Resultado do ANCAP

 

A fórmula para desmoronar o partido libertário

Em 7 de agosto de 2020, email do Henrique Phillips ao Partido Libertário: "Permitir que idiotas como o grupo do Mises, Spike e Botacéfalo destruam o partido NÃO resolve. Tampouco choro e vela."


14 de agosto de 2020: "Pois é. Poderíamos ter deixado a Jo Jorgensen escolher um companheiro de chapa letrado, competente e nada comunista para botar medo na cleptocracia. E cá estamos nós com aquele imbecil! Isso é obra sua. Os LPs estaduais e das comarcas estão trabalhando bonito apesar da sua traição. Agora, os atletas das duas alas comuno-fascistas da cleptocracia são velhos esclerosados com propostas de repressionismo e confisco de bens. E por que não? Conosco eles não têm mais que se preocupar."

Palhaços na cúpula do partido libertário nacional

18 de agosto: "Recado recebido ... mas quem quer que colocou na chapa Spike, o anarquista comunista, garantiu que estou fora de dar contribuições financeiras do tipo que enviei para a campanha de Gary Johnson".

2 de setembro: "Infelizmente, não vou doar dinheiro para a campanha nacional a menos que o Spike seja arrebatado para aquele grande campo de concentração anarquista comunista no Céu--ou cair sob as rodas de um ônibus em alta velocidade. Mas não deixem de avisar se isso acontecer.
Jo, sua mensagem devia enfatizar que os votos libertários têm uma influência persistente na mudança das leis, efeito que pressiona os saqueadores entrincheirados no sentido de revogar as leis ruins. Além disso, essa pressão de voto de sangria é alavancada, de modo que as pessoas aliciadas ou aterrorizadas a ponto de votar pela coação efetivamente diluem o poder legiferante dos seus votos - seus votos desperdiçados.
Isso é explicado com detalhes em “Em Defesa do Voto Libertário” ... (link)
Steve, se Spike, o anarquista comunista, não estivesse na chapa, você já teria o que deseja. Estou apoiando outras campanhas libertárias. É ou não é bonita a livre concorrência?

10 de setembro: Os infiltrados do Exército de Deus (machismo terrorista) pressionaram o comitê das plataformas para que retirassem a proposta Roe v Wade (que liberou o aborto no Supremo) que constava das propostas de 1972 e 1976, colocando no seu lugar a atual evasão covarde que afasta o voto feminino.
Enquanto os cleptocratas continuarem a reprimir as drogas com imprimatur dos espertos do cartel da profissão médica, as mulheres surpreendidas por uma gravidez indesejada não possuem condições, depois de pagar os impostos, de pagar nem mesmo os procedimentos mais simples.
Restabeleçam a proposta original e as mulheres, que hoje assistem de camarote o nosso fracasso, ajudarão com votos e doações.

Buracos nas leis por onde entram
estrangeiros anarquistas comunistas
 


17 de setembro: Depois que Thomas Knapp aliciou o comitê de propostas e bases no sentido de mutilar a plataforma de 2016, todo conservador apavorado no Youtube e noutras mídias saqueadoras berra “fronteiras abertas” para pixar Jo de infiltrada anarco-comunista. Isso é injusto, pois os verdadeiros infiltrados anarco-comunistas são Knapp, "Vermin" (literalmente, Peste, Praga, Infestação) e seu companheirinho Cohen. Eu não sei como consertar isso.

24 de setembro para Dan Fishman: A minha anuidade no LP nacional vence daqui a 7 semanas e venho contribuindo para o LP da Comarca de Dallas--pois é o único que  realmente me inspira orgulho.




29 de setembro: Isso! Esfregue aquele infiltrado anarquista comunista na cara de todos até que o LP volte à porcentagem à qual a proposta dos pedófilos nos afundou em 1988-92.
Se é para ajudar o LP, o certo seria expulsar e devolver ao partido comunista o casal Spike e Botacéfalo, que não passa de arremedo de Wavy Gravy e Pat Poulsen (Link, link).



30 de setembro: Mostre-me que Spike Microcéfalo se demitiu, sendo trocado por verdadeiro candidato libertário. Até então,  partidos locais para mim, e anarquistas sujando o nome de Mises para vocês. (...) O LP navegava de vento em popa antes desses anarquistas de fronteiras não fiscalizadas se infiltraram no comitê de bases mediante essa votação tipo corredor polonês. Colocar comuna na chapa principal para arruinar a campanha de Jo foi o cúmulo da sandice. Com que cara podemos dizer às pessoas que o partido libertário é menos besta que os partidos saqueadores? Eles, pelo menos, tiveram o bom senso de não oferecer um anarquista comunista para vice-presidente. Mesmo os eleitores que querem homens-bomba e gado aftoso passando de penetra pela fronteira pelo menos sabem que anarco-comunistas nada têm a ver com o nosso partido.

16 de outubro: Se conseguir votos pra Jo importasse para vocês, Jeremy, o infiltrado comunista, NÃO estaria na chapa.

19 de outubro: Pretendo doar mais para o partido libertário de Dallas, pod's crê.
Bom saber que Spike não estragou por completo a campanha da Jo. Só que segundo os meus cálculos, ela devia obter 13% na curva de logística, o que, levando em conta o aumento na população (a pop mundial DOBROU desde que nós e a pílula mudamos de positiva pra negativa a segunda derivada) dariam 27 milhões de votos.

30 de outubro para Joe Bishop-Henchman: Caro Sleepy Joe, Você AINDA não entendeu.
Você imagina que somos uma agência de empregos para políticos, em vez de um escudo da liberdade que impede as leis ruins matem as pessoas ou destruam a economia. Políticos DESEMPREGADOS - os cafajestes que os eleitores conseguem tirar dos cargos graças aos nossos votos de sangria - são os próprios que irão convencer os Comitês Nacionais dos Partidos Parasitas a mudar suas bases e revogar as leis cruéis.
Ganhar é obter votos de sangria o bastante que os saqueadores percam e mudem suas leis. Vencer é aumentar a liberdade, NÃO arrumar empregos no governo para a rapaziada. Nós GANHAMOS a maior parte das eleições.
Eleger libertários e acelerar esse processo é sempre bom, mas responda: quantos políticos do Partido da Proibição ocupam cargo agora? Tudo quanto é substância é proibido graças a eles. Qual foi a última vez que tu viu funcionário do Partido Socialista? Pois tudo quanto é imposto ainda é cobrado e regulamento extorquido. Os princípios desses parasitas sobreviveram os partidos que atuaram como vetores. Eles não têm NINGUÉM no cargo, mas sua vitória - fazer com que suas propostas sejam promulgadas como leis - persiste.

No dia da eleição em Travis County, ter Spike Cohen na chapa encolheu a fatia de votos de Jo Jorgensen. Foi MENOR que o de qualquer um dos candidatos libertários na cédula.


Ah, isso na época em que AINDA TÍNHAMOS Libertários nas cédulas nos 50 Estados! 

Bastou UM candidato comunista anarquista
para nos custar o accesso às urnas em 30 Estados!

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sábado, 25 de abril de 2020

Todo Anarquismo Sempre Falhou

Anarquista: comunista assassino invasor de bomba e punhal!
Governo, s.m.: comunidade humana que (com sucesso) reivindica o monopólio sobre o uso legítimo da força física dentro de determinado território. (Weber, 1919)

A definição weberiana de governo exige limite territorial (fronteira), a capacidade de resistir invasões e defender os direitos (braço forte), e successo! Esse último requisito pulveriza os devaneios utópicos que tanto ocupam o tempo dos desempregáveis.(link

A pergunta favorita dos saqueadores que querem constranger um candidato libertário é "existe algum governante neste mundo que você admira?" Traduzindo, "você admira algum político salteador?" E é claro que a resposta é não, pois nem mesmo o governo que melhor funciona, a dos EUA--com constituição menor do que 8000 palavras--atinge a altura dos nossos ideais. Quanto mais palavrório na constituição, menor o PIB per capita do país.(link)

Essa armadilha é velha. Era usada para constranger os socialistas antes e depois da Grande Guerra. O saqueador, para responder, teria que identificar a Rússia comunista ou Alemanha nacionalsocialista como seu ideal--ou na alternativa confessar que nenhum país existente chegava aos pés da hecatombe de carnificina, suicídio e escravidão que o devoto do altruísmo realmente almeja. O libertário que responde que não admira agressores é tachado de extremista.(link

E quem já debateu saqueador entende que eles, os fascistas e comunistas, se odeiam mutuamente--mesmo sendo da mesma fé e sé. Se você apontar algum defeito num governo coletivista--tipo milhões de ucranianos, cambodianos ou judeus exterminados--mudam de assunto recitando que aqueles governos "não eram o verdadeiro" socialismo, fascismo ou comunismo.(link

Mas o anarquismo foi doutrina de um punhado de comunistas que se destacavam dos demais apenas pelo seu exagerado amor à violência. Isso os mercantilistas perceberam ululando de alegria. Antes de 1900 "anarquista" era o rótulo envenenado que matava tudo em que grudava. Para testar essa hipótese basta procurar "arnychists" e ser confrontado com a mais sutil propaganda em defesa dos comunistas e seus correligionários--que já naquela época eram merecidamente pichados com o rótulo mortal.(link)

Existiu sim um país perfeitamente anarquista onde hoje existem os EUA. Os comanches aprenderam a cavalgar com os espanhóis, e durante 200 anos estabeleceram domínio sobre enormes fatias do Texas, Oklahoma, Kansas, Novo México e Colorado--do México ao Canadá. Anarquistas perfeitos, não possuíam noção de fronteiras. Invadiam o México e chacinavam os brancos que se estabeleciam nos seus paradeiros. Resultado? Tropas federais garantiram o massacre dos búfalos e das aldeias que descobriam. O genocídio foi quase total, mas esse é o melhor exemplo do resultado do anarquismo.(link

Os conservadores do fascismo obscurantista reanimaram--juntamente com os comunistas--a ideologia morta-viva do comunismo anarquista por não ter como se defenderem do partido libertário. Os fascistas e republicanos proibicionistas ululam de alegria toda vez que um anarco-comunista sai travestido de "libertário".  Quem se descreve como Ancap e afins é comunista-zumbi de longa data ou massa de manobra iletrada cuja função é tanto envenenar o clima que as pessoas passam a dar um dispensão no partido libertário--sem ler uma palavra sequer do programa que nos conquistou 12 milhões de votos (4,5M só no pleito presidencial) em 2016. Isso sim, é spoiler de sangria desatada!


A fatia libertária do voto está crescendo a 80% ao ano nos EUA
Aliás, foi o conservador místico Richard Nixon que inventou o Fundo Eleitoral assaltando o povo pra pagar a mídia fake para ignorar o Partido Libertário. Isso ele assinou nas mesmas 24 horas em que o partido libertário se oficializava como concorrente da cleptocracia. É vergonhoso admitir, mas a própria Ayn Rand em 1972 defendeu o voto pelo Nixon, de tão revoltada pelos impostores anarquistas de penetra que se chamavam de "libertários".(link)

São os fatos.  


Basta ter partido libertário (mesmo fabiano) e votar nele. Ou se preferir, saia por aí procurando um partido "anarco-X" e verá que são todos eles comunistas recheados de otários bocudos sem programa, candidatos ou eleitores. Antes só do que mal-acompanhado...

Entenda a o Crash de 1929 e a grande depressão americana. Leia...

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domingo, 12 de janeiro de 2020

Comunista em pelego libertário

"Eu nunca discuto com místicos." --Ayn Rand

Diz o velho ditado de Colton que "a imitação é o lisonjeio mais sincero". Mas tudo depende do propósito da coisa. Lambari de borracha em anzol é camuflagem predadora. Marreco de madeira que sugere aos que voam que ali há sossego para descansar boiando, é isca, engodo, chamariz. A expressão americana stalking horse descreve o cavalo que o índio frecheiro desmontado usava como escudo visual para se aproximar de um rebanho de búfalos à caça de churrasco.  Moral da estória: as aparências enganosas depredam

Fabian Society: comuno-fascismo
E funcionam. A sociedade fabiana inglesa se formou em 1884, quando ninguém nunca tinha visto a hecatombe, carnificina, holocausto, chacina e barbárie do comuno-fascismo altruísta armado revestido de poderes coercitivos e fanatismo religioso. Inspirada no cônsul romano Fábio Máximo, "o protelador", cuja estátua se apoia no emblema do fascismo italiano, serviu de pelanca-disfarce do socialismo comuno-fascista.(link) Seus vetores emigraram das monarquias e impérios e teve início o terror anarquista de bombardeiros com punhais nos EUA. 

Quando em 1892 um partido comunista com nome falso ganhou 9% do voto nos EUA, a cleptocracia entrincheirada aprovou o IR e a economia ruiu até que o Supremo derrubou esse imposto predador.(link) So o assassínio dos fazendeiros ucraínos e judeus pela Europa inteira fez cair a máscara. E mesmo assim surgiram milhões de otários a jurar que o socialismo altruísta de Hitler e/ou Stalin não era "o verdadeiro".(link) Para quem se ilude, o verdadeiro altruísmo predador é um paraíso. Logo, se virar um inferno, é por que não era o verdadeiro! O argumento anarco-comunista é circular. 

Você acha que meus dentes ficam muito grandes nisso?
Com tudo quanto é nome falso--trabalhista, anarquista, socialista, progressivo, ecologista, democrático, republicano, etc. e tal, os mascarados ainda acham otários adeptos da auto-decepção e mesmerismo no espelho. Procure nas milhões de páginas de jornais em inglês, alemão, francês, espanhol, italiano e o único nome que você NÃO acha ali é libertário


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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Deportação de anarquistas

Garoto propaganda dos infiltradores anarco-comunistas--bomba e punhal

Causas de Deportação de Comunistas e Anarquistas, Oitivas perante o Subcomitê do Comitê da Imigração e Naturalização, Câmara dos Deputados, 66º Congresso, segunda Sessão, 21 a 24 de abril de 1920 (link)

Depois de o Presidente Theodore Roosevelt ser baleado por um comunista anarquista, o congresso em 1903 aprovou uma lei proibindo a entrada de "anarquistas" de toda e qualquer estirpe de entrar no país. Essa lei foi alterada em 1907 e sofreu outra pequena modificação em proclamação do Presidente Wilson em 1913. O Wilson sofreu um AVC em setembro de 1919, o ano da charge acima. Harding foi eleito em novembro mas só empossado em março de 1920. Uma vez que o Senado rejeitou o tratado de Versalhes, os EUA continuavam em estado de guerra com a Alemanha em 1920, até celebrarem uma paz à parte.  Quem acha boa ideia cair na armadilha--que os republicanos plantaram para que os eleitores imaginassem "comunista anarquista" ao ver Ancap, anarco-X ou anarquista associado à palavra Libertário--venha se familiarizar com os fatos históricos e a maneira de o povo americano encarar esse assunto. 

É claro que há nesse ideário de exclusão várias doses de coletivismo, sem falta de exemplos. Chineses eram quase todos excluídos desde 1882, e o próprio Max Weber no livro de 1919 em que estreiou sua definição de governo, avançava a tese de que os católicos sofriam de uma ponofobia que pouco afetaria os protestantes. Hoje mesmo, os que reparam no fato de que os terroristas que atacaram as torres gêmeas foram maometanos sauditas, são taxados de coletivistas raciais. Os eleitores do partido republicano acham enorme falta de educação apontar que em 1991 os EUA mandaram tropas matar gente numa rixa entre ditaduras e monarquias místicas do outro lado do mundo, e acham pura coincidência que naturais daqueles desertos começaram a atacar as torres quase exatamente dois anos depois de serem invadidos pelos americanos. Mas para entender, basta entender onde andava o dinheiro

Como no caso da invasão do Iraq, os motivos foram econômicos. Intoxicação por propaganda soviética fez o congresso interferir com a energia nuclear. Na crise de energia que resultou, esses mesmos políticos acharam bonito invadir desertos alheios para monopolizar o petróleo. A Primeira Grande Guerra tece elementos semelhantes. Proibicionistas americanos chamuscados pelo boicote chinês de 1905 impuseram regulamentos de rotulagem de drogas e viveres. Sofrendo nessa época baixas nas Ilhas Filipinas por excesso de zelo ao se intrometer na vida alheia (prática que repetiam em 1992), T. Roosevelt e William Taft pressionaram pela proibição de várias plantas. Os chineses na revolução de 1911 cobraram com afinco a proibição do ópio. Por isso acumulava na Índia britânica, na Cochin-china francesa e nos Bálcãs enorme superávit de ópio de dormideira. As guerras pelos preços e mercados começaram em 1912, resultando na Grande Guerra em 1914. Um jovem anarquista comunista forneceu pretexto e Daddy Warbucks sorriu.(link)



Industrialistas americanos vendiam armas, explosivos e viveres aos beligerantes, e quando acabou o dinheiro destes, venderam fiado, apostando na ajuda da Rússia, aliada da Sérvia, para esmagar os exércitos dos prussianos, austro-húngaros e alemães que fabricavam e vendiam opioides em concorrência com os traficantes dos Aliados. Só que o comunismo anarquista que a Alemanha exportava inspirou revolução coletivista na Rússia, que caiu fora da guerra. Se os traficantes aliados perdessem, os mercantilistas americanos perderiam o dinheiro fiado que lhes era devido

Os diplomatas americanos acharam pretexto menos constrangedor para entrar na guerra com armas químicas e explosivas, mas o resultado foi a vitória dos que deviam contas em atraso ao Tio Sam.(link) Culparam os comunistas, e por esse motivo mais do que qualquer outro os americanos desde 1920 passaram a odiar o comunismo russo.  Reconhecimento diplomático dos bolchevistas só ocorreu em 1933, um mês antes de completada a revogação completa da lei seca constitutional. Os americanos jamais irão confessar que foi assim, mas os fatos da realidade pouco se importam com esses melindres. 

O que importa é que a ideologia anarquista/comunista--que já resultara em atentados, incêndios, sabotagem, greves, tiroteios e assassinatos--passou dos limites ao interferir com os lucros da exploração da guerra europeia. Os americanos trabalharam até acabar com o império soviético, e os demais regimes do gênero estão na alça da mira. 

A coisa mais estúpida da qual se pode participar hoje é pedir votos em apoio a partido anarquista, comunista, socialista ou marxista nos EUA. Os democratas estão sentindo isso na carne. Quem mais prejudica o crescimento da fatia de voto Libertário são os inocentes úteis que imaginam que o anarquismo parou de ser comunista quando os republicanos em 1972-3 perderam o poder de infernizar o vida das mulheres.  

Resulta que um pequeno bando de analfabetos sem partido se dizem Ancapados, arrotam besteira e fazem com que os eleitores e juízes queiram linchar todo que tem a ver com partido libertário! Não participe daquela massa de manipulação. Leia o programa original do Partido Libertário e saiba a causa da caluniosa sabotagem praticada pela oposição cleptocrata.(link) A constituição brasileira pós-Revolta de Atlas tem 10 vezes o palavrório da constituição americana de 1791. 

Esse atoleiro o povo poderia secar, pois os médicos, engenheiros e cientistas já estão abandonando o país numa baita evasão de cérebros.(link) A evasão de otários volta deportada ou aprisionada por reincidência. À pessoa que entende de política não resta alternativa senão de formar partido Libertário para abolir o Fundo Eleitoral e limpar o cipoal que tomou conta da Carta Magna. Aliás, o pergaminho da Carta Magna inglesa, limitando os poderes do rei, conteve apenas 3600 palavras.(link



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