segunda-feira, 25 de maio de 2026

Em 1929, tráfico em Formosa/Taiwan

 

Selfie carro alegórico dos EUA em janeiro de 1929

Na reunião do Comitê Consultivo da Liga das Nações sobre o Ópio, em 19 de janeiro de 1929, foi discutido o relatório sobre drogas em Formosa japonesa. Todos os participantes se ligaram quando o representante japonês, Sr. Sato, revelou que neste relatório estreava a produção de folhas de coca e a fabricação de pasta de coca bruta. Se cultivadas das sementes de arbustos de coca javaneses, essas folhas--segundo relatório dos EUA--teriam o dobro da potência da coca andina. O representante da Grã-Bretanha indicou, perplexo, onde constava que nenhuma pasta de coca, cocaína ou folhas de coca eram exportadas. O Sr. Sato assegurou-lhe que as transferências de Formosa a outras ilhas japonesas não configuravam exportações. O representante da Índia parabenizou o Sr. Sato pela queda nas importações de ópio para aquela ilha, e outros também o elogiaram. 

As importações de ópio para Formosa (hoje Taiwan) caíram 90%

Sato gabou-se de que, apesar de não haver cura médica para o vício em ópio, o número de viciados em Formosa diminuiu. Não houve novos habituados, pois os antigos viciados registrados morreram, e a geração mais jovem não tinha interesse em ópio. A discussão então se voltou para o relatório da França, sem que ninguém proferisse mais uma palavra sobre coca ou cocaína no Taiwan que então era Formosa.

O francês do comitê, o Sr. Bourgois, sacou um documento adicional (O.C.23(m).13), resmungando que, desde o relatório anterior, novos regulamentos exigindo certificados de importação e licenças para as almas inocentes haviam sido aprovados. O representante suíço queria saber por que não havia menção às importações de heroína e morfina. Afinal, o representante britânico sabia que grandes quantidades de heroína e morfina britânicas de boa qualidade haviam sido despachadas para a França. Aí a tecnicalidade veio em socorro, pois a morfina devidamente combinada com anidrido acético tornava-se DIacetilmorfina, ou seja, heroína — e não acetilmorfina, como grafado incorretamente nos formulários alfandegários —, evidenciando a escassez de mão-de-obra qualificada. Tristemente, o mesmo erro ortográfico havia invalidado um relatório anterior, o cavalheiro suíço fez questão de salientar. Isso, na opinião do francês, exigiria um adiamento para que sua versão fosse esclarecida. Piorando ainda mais a situação, o cavalheiro japonês observou que, segundo o novo documento, a França havia exportado para o Japão 50 quilos de cocaína pura, 35 quilos de morfina e 15 quilos de heroína, só que tais importações não constavam nos registros japoneses. O representante britânico logo notou que, dos 309 quilos de morfina pura inglesa enviados para a França, nenhum constava nos registros de importação franceses. O representante indiano observou que o mesmo documento registrava 302 quilos de heroína francesa enviados para a Turquia, país que não mantinha registros aprovados pelas Convenções de Haia e Genebra, e outros 432 quilos para a China, onde tais importações eram proibidas, e quis saber o motivo... Essa cena se desenrolava em Genebra 44 anos antes de o "advogado" em um disco de comédia de Cheech & Chong tentar convencer um juiz de que seu cliente simplesmente encontrara uma enorme pilha de drogas na calçada e a levaria para a delegacia!

O astuto presidente dos Estados Balcânicos sugeriu que aquele seria bom momento para examinar o relatório britânico, dando ao representante da França algum tempo para elaborar uma versão mais convincente.

No mesmo dia, os jornais nada diziam sobre o Comitê Consultivo do Ópio em Genebra. O NY Times noticiou: Espera-se um aumento na arrecadação do imposto de renda federal; o Ministro das Finanças alemão, Hilferding, ao discutir o orçamento do Reich, alerta para um déficit. O Custodiante de Bens Estrangeiros (leia-se, dos alemães), Howard Sutherland, entregou ao comitê Rockefeller procurações para cerca de 12.000 ações da Standard Oil de Indiana.
O jornal de Rochester, NY, na seção "Teste seu Veneno", anunciou que testes de bolso para bebidas alcoólicas já estão disponíveis,(link) é que até o governo adicionava metanol aos estoques de álcool… O chefe dos correios, Harry S, publicou um novo artigo sobre o novo serviço de correio aéreo internacional, sem mencionar drogas enviadas pelo correio. ADMITIRAM VENDAS DE BEBIDAS ALCOÓLICAS – 12 ABSOLVIDOS PELO JÚRI – Absolvidos da acusação de conspiração, apesar da acusação do tribunal de que a contratação de um barman constitui um complô...
O jornal de Sydney, Austrália noticiou REVOLTA AFEGÃ… DITADURA JUGO-ESLAVA...
O Chicago Tribune revelou que agentes federais encontraram um baú contendo 19 garrafas de uísque escocês, 6 de gin e 18 de bebidas variadas no escritório do deputado federal Denson em Washington, D.C.!
O jornal de Berkeley prenunciou uma futura Reunião sobre Reparações de Guerra na França(link) e TROPAS MARCHAM SOBRE AS FORÇAS REBELDES DA GUATEMALA enquanto a economia do país entrava em colapso(link). Interessante foi o editorial na página 4 sobre como a próxima guerra duraria apenas minutos: "... Alguém em Chicago mencionou um novo gás venenoso... em posse de todas as grandes nações... tão mortal que poderia dizimar exércitos ou cidades inteiras em minutos... tão fácil de dizimar nações e raças (link)"

Leitura boa: The Greatest Trade Ever, pelo mesmo autor Zuckerman, o que revelou os ganhos tidos pelo investidor Simons que decifrou os mercados, não consigo achar em português. Duplamente estranho isso pois John Paulson também ganhou sua fortuna apostando contra o mercado imobiliário na época em que o Bush filho estimulava os policiais do país inteiro a dar batidas nas residências convertidas em estufas de maconha. Baixavam confisco em tudo--carros, aviões, iates, dinheiro vivo--sem necessidade de contravenção ou mesmo acusação--o assalto travestido de cobrança da lei corria solto. Quanto mais o cânhamo era impedido na fronteira, mais valia comprar uma residência, instalar lâmpadas solares e pagar a hipoteca com o provento da gleba improvisada--e mais a puliça quebrava a porta para entrar, prender e pilhar. Veja como achatou a curva das atividades de policiais saqueadores (traço vermelho) em 2007-8 quando deu na vista o colapso financeiro. 

Policiais assaltantes americanos roubaram mais que os gatunos e arrombadores antes de 4 milhões de eleitores apelarem ao voto pelo Partido Libertário e revogação em 2016!

 E não foi apenas o cânhamo que atraía os pistoleiros da corruptela. Principal fator causativo da guerra entre os EUA e Japão, como começamos a divisar pelas revelações da Liga das Nações desde 1929, foi o fato de o Japão--a exemplo da Holanda--se afastar de entorpecentes da dormideira e cultivar arbustos cujo chá tinha muito mais em comum com o café do que com a papoula. Após perder a Guerra Santa contra a cerveja, etc., no governo Hoover, os EUA do governo Bush atacaram na Boa Vizinhança da América do Sul a oferta de folhas nativas. Repare como coincidem a guerra subversiva contra a Bolívia e Peru, a hiperinflação brasileira de 16% ao mês em 1990-1994--quando semelhante desestabilização estrangeira apertava nas proximidades da Tríplice Fronteira--e a brusca redução da tangente da curva de reservas internacionais brasileiras excedentes (em USD milhões) entre 2007 e 2008 que aparece na p259 de A Moeda e A Lei. Consta que os dados são do BCB, só que das imagens da internet ESSA curva foi omitida. Naquela guerra subversiva dos EUA contra Peru e Bolívia os hectares colombianos dedicados às plantações de arbustos aumentaram de 50 mil para ~170 mil entre a hiperinflação brasileira e o atentado mourisco às torres gêmeas, com outro pico entre meados de 2006 e a crise que em 2008 desbancou os republicanos nacionalsocialistas cristãos que agora mesmo raptaram o Maduro--sob pretexto de incorrer nas leis anti-folha que reservam mercado para os cigarros de grife americana. 



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terça-feira, 19 de maio de 2026

O idioma político internacional

 

A revista libertária Reason--a única que assino desde os anos 80--entrou na história com essa entrevista do juiz do supremo americano. Para entender a importância do evento, basta reparar que o ato foi censurado, passado em branco e deitado no buraco da memória onde jazem os fatos nada convenientes para a mídia que atende a cleptocracia--seja ela americana ou brasileira

Essa entrevista foi mais marcante ainda do que o voto eleitoral dado à primeira mulher a registrar semelhante coisa, e ao professor John Hospers, sendo esses dois os primeiros candidatos à presidência dos EUA e os primeiros a receberem um voto eleitoral no sistema coletivista do "colégio" eleitoral. Afinal, aquele foi ato de eleitor revoltoso que--percebendo que o Nixon era bandido corrupto anos antes de o facínora negar o fato e se demitir na alvura da inocência em proclamação irradiada--deu o voto aos libertários individualistas em sinal de apreço. Foi mais marcante por ser programada de antemão por colaboradores da mesma revista que defendia os direitos individuais da mulher no mês e ano da eleição de 1972--e a cleptocracia não ousou levantar a mão para impedir. A revista conta com 52 mil assinantes e 3M de leitores por mês, e seu concorrentes à altura, The Atlantic, com 34M e The Economist com 12M. Só que os concorrentes perdem na acessibilidade por estrangeiros. Veja um exemplo (link)

Você sabe, afinal, o que é anarquia, anarquismo ou anarquista, e se aquilo é coisa de liberal individualista ou comunista social?  O escritor Jesse Walker explica, com leitura falada seguindo cada frase de foma a facilitar a compreensão do inglês. Com o tradutor do Google ou DeepL vc pode copiar e traduzir os parágrafos para facilitar esse acompanhamento de nível diferente do The book is on the table. Isso aqui é inglês político e atual de ex-colônia que declarou a sua liberdade.(link) Começa assim: 

Há sessenta anos, Mao Tsé-Tung emitiu a Notificação de 16 de Maio, um documento frequentemente considerado o estopim da Grande Revolução Cultural Proletária. Nesse período, Mao combateu seus rivais na estrutura de poder da China, declarando-os contrarrevolucionários e incitando o país a se insurgir contra eles. Jovens radicais conhecidos como Guardas Vermelhos atenderam ao chamado do ditador e, em pouco tempo, uma miscelânea de grupos se viu em confronto caótico. Os anos seguintes foram marcados por violentas rebeliões, repressão ainda mais violenta e intensos ataques a formas de cultura supostamente reacionárias. Centenas de milhares de pessoas foram mortas — provavelmente bem mais de um milhão. 

Isso vem direto do Google sem nenhuma emenda minha. Viu como dá para acompanhar fácil o inglês do autor com essa tradução mecanizada? 


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quinta-feira, 14 de maio de 2026

França x EUA: Guerra da Codeína de 1927

  

 22 anos os EUA colaboravam com a China para reprimir tudo quanto é droga. Quando a França exportou uma remessa de xarope anti-tosse contendo codeína que a alfândega agarrou em Nova York, seu governo quis dar o troco.

Do nada, surgiu a notícia de 9 de setembro de que a França havia imposto uma tarifa de 400% sobre todo um leque de exportações americanas que já estavam a caminho da França. A notícia da apreensão do carregamento de xarope para tosse vazou num pequeno jornal(link) enquanto a Liga das Nações realizava uma de suas convenções antidrogas em Genebra, na Suíça. Infiltrados americanos estavam pressionando para que controles internacionais explícitos de exportação e importação fossem aplicados à codeína — um produto derivado da morfina, semelhante à heroína, para o qual os Estados Unidos passaram a migrar após proibirem a fabricação da heroína original. Por causa dessas restrições, muitas empresas farmacêuticas europeias haviam optado por produzir codeína, devido ao tratamento regulatório mais permissivo que esse novo derivado da morfina recebia.


Autoridades francesas negaram qualquer ligação entre a recusa dos EUA em conceder à França um empréstimo de refinanciamento — refinanciamento do pagamento francês de empréstimos contraídos para financiar a Primeira Guerra Mundial — e o súbito aumento das tarifas alfandegárias francesas. Autoridades britânicas também tentavam, desde o armistício, condicionar o pagamento de empréstimos americanos ao pagamento, pela Alemanha, das reparações de guerra à Grã-Bretanha, conforme estipulado no Tratado de Versalhes, mas o presidente Coolidge rejeitou o argumento. Como vimos, as empresas farmacêuticas europeias vendiam, há cerca de um século, medicamentos em todo o mundo e ressentiam-se da interferência belicosa dos Estados Unidos no comércio honesto. Mas os republicanos — tradicionalmente impopulares entre os agricultores americanos — conquistaram as Filipinas, uma porta aberta para o envio de cereais à China. A China, desesperada para excluir drogas estrangeiras de um mercado que seu novo governo não tinha como senão monopolizar, buscou, com a ajuda dos Estados Unidos, proteger sua indústria nacional de ópio da concorrência estrangeira. A França e outras nações também se irritaram com as barreiras comerciais "sanitárias" dos Estados Unidos. Até mesmo o Panamá, incomodado com o fato de a Zona do Canal ter se transformado em um enorme esquema de busca, apreensão e confisco, questionou se aquilo constituía soberania legítima. Mas os EUA tinham assuntos mais importantes para tratar e agentes já posicionados para influenciar na Liga das Nações.

Agente bastante incomum era Rockefeller Jr., cotista de um vasto império de açúcar de milho glicosado que fornecia a matéria-prima para mais de 95% de todo o álcool consumido nos Estados Unidos. A usina de açúcar Argo, perto de Cicero, é até hoje a maior fábrica de alimentos do mundo. Ao sul de Chicago, já na divisa com o estado de Indiana, a usina American Maize abastecia a região que outrora fora enriquecida pela destilaria Hammond, em Indiana. Agentes federais agora cercavam essas e outras usinas de açúcar glicosado e interrogavam Ralph Capone, irmão de Al Capone, sobre sua declaração de imposto de renda. Rockefeller calculou que seria prudente buscar o favor do governo doando alguns milhões de dólares para a Liga das Nações, que enfrentava dificuldades financeiras — coisa que Andrew Carnegie vinha fazendo há décadas. (link)

A outra ponta do cerco que o Comandante-mor e presidente Coolidge estava fechando em torno da França seria a primeira conferência da Legião Americana fora dos EUA, que seria realizada em Paris. Enquanto Genebra se enchia de ativistas da proibição que se apresentavam como pacifistas, Paris começava a ficar superlotada com a chegada dos mesmos soldados e oficiais que, nove anos antes, haviam imobilizado os alemães em suas trincheiras com bombardeios que incluíam lewisita, cloro, gás mostarda e ogivas explosivas. As autoridades francesas escolheram o momento errado para pressionar o Tio Sam a deixar a codeína passar pela alfândega. Nove dias depois da "guerra comercial tarifária" aparecer nas manchetes, Paris se via cercada e ocupada por veteranos embriagados, ansiosos para apoiar o Presidente Coolidge e fazer a América receber novamente! As manchetes berravam: DISCURSOS INSPIRADORES DE FOCH E PERSHING NA SESSÃO DA LEGIÃO — O SALÃO DE CONVENÇÕES ECOA COM APLAUSOS AOS DOIS LÍDERES MILITARES, MARECHAL FRANCÊS PRESTA HOMENAGEM À DEDICAÇÃO DO GENERAL AMERICANO À CAUSA COMUM DOS ALIADOS — (link) Outras manchetes relatavam fuzileiros navais eliminando a resistência nicaraguense; outras ainda, situações aterrorizantes em Xangai, um importante mercado internacional de drogas. (link)

Uma manchete dizia: EUA RESPONDE À NOTA TARIFÁRIA — Paris, 20 de setembro — A resposta do governo americano às representações feitas pela Embaixada dos Estados Unidos sobre as novas tarifas francesas foi recebida hoje na Embaixada... (link) Nos bastidores do Departamento de Estado dos EUA, muita coisa acontecia. (link) (link)

Boa leitura: O livro "The Man Who Solved the Market" O Homem que Decifrou o Mercado na versão, de Gregory Zuckerman (link), é de encomenda para o interessado no mecanismo pelo qual as orgias de confisco de bens, motivadas por proibicionismo religioso, destroem uma economia e ainda fabrica mentiras para ocultar o que realmente aconteceu — como em 1907, 1929, 1931, 1987 e 2008. Essa biografia, cativa quem já foi reprovado em equações diferenciais parciais, como o personagem principal, Jim Simons, pioneiro do trading quantitativo. Para ajudar a entender o método, considere Bernard Baruch, que lucrou observando, em 1891, que sempre que um fanfarrão fazia apostas exorbitantes na roleta dum bar, perdia. Baruch concluiu que a roleta estaria viciada e adotou fazer pequenas apostas opostas às do faroleiro. Se o trouxa apostasse no vermelho, Bernie apostava no preto; se no ímpar, no par. A estratégia de Baruch rendeu salário estável até que o igualmente perspicaz dono do bar o convidou a nunca mais voltar. Simon tinha diante de si os interrogatórios de clientes bancários do programa "Conheça Seu Cliente" de 1986, a Lei Omnibus sobre Drogas de 1988 (link), a pilhagem proibicionista sob pretexto da lei na década de 1990, confiscando até bancos inteiros(link), a Lei de Estratégia de Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros de 1998, assinada como Lei Pública 105-310 em 30 de outubro de 1998, enquanto os bancos na América Latina afundavam em hiperinflação e colapso. Após uma década disso, até mesmo os políticos, no verão de 1999, estranhavam(link). Depois de religiosos amigos da lei seca derrubarem as torres gêmeas em Nova York, Bush dobrou a aposta, inventando "narcoterrorismo" em 2003 como pretexto para confiscar mais residências e contas bancárias (link). Essa prática foi logo adotada por governos saqueadores em todo o mundo. Mas o golpe fatal para os mercados de derivativos lastreados em hipotecas veio quando imagens térmicas e helicópteros revelaram a existência de plantações de maconha e bens e ativos afins passíveis de confisco (link) (link) (link). Analisando os dados coletados muito antes dos tremores que motivaram o Relatório Kerry, a campanha "Diga Não às Drogas" e a cruzada "América Livre das Drogas", Simons teria que ser um matemático míope para não perceber que o saque governamental sob pretexto do proibicionismo eugênico andava destruindo a economia. O mesmo ocorreu em 1907, 1914, 1929, 1970, 1974, 1980, 1982 e 1990.(link) O Fundo Medallion de USD 5,2 bilhões da Renaissance Technologies - foi lançado em 1988 após a Lei de Repressão, Educação e Controle de Drogas de 1986 - e se encaixou perfeitamente na Crise de Reagan de 1987. Este fundo pioneiro de Big Data dobrou seus lucros em 2006, depois faturou USD 7,1 bilhões em 2007 e USD 7,9 bilhões em 2008. Esses fatos indicam que Simons entendeu o que estava acontecendo — mesmo enquanto os incautos se esforçavam para não acreditar que os derivativos lastreados em hipotecas derretiam feito bruxa molhada no conto do Mago de Oz. (link) Espertos como os do conto A Roupa Nova do Rei (link) ainda arrotam bobagens para "explicar" a Crise de 2008 como TUDO MENOS o que Ayn Rand explicou no seu livro de 1966, Capitalismo: O Ideal Desconhecido: "Uma crise nacional, como a que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1930, não teria sido possível numa sociedade totalmente livre. Ela só foi possível pela intervenção do governo na economia—"(link) No entanto, como a criança da história, que viu e disse "Mas o rei está pelado", a hipótese de Ayn Rand se encaixa nos fatos. Se Simons percebeu tal jogada, teve bom senso o suficiente para não mostrar as cartas depois de ganhar as fichas.


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