O governo Hoover em 1931 procurava eleger republicanos e coagir a Alemanha — isso enquanto assaltava e engaiolava seus eleitores por causa de cerveja, fins-de-semana interestaduais e drogas estrangeiras — tudo isso em um só ato de malabarismo após perder a maioria no congresso. Uma charge típica como essa dos pássaros é enganosa, fingindo que os "progressistas" (republicanos repressionistas) mudariam de política (link). A sua principal diretriz era ignorar o libertário Partido Liberal. Vejamos alguns eventos portentosos de abril de 1931.
Os jornais de março fecharam com artigos sobre as enormes fortunas acumuladas pelo Kaiser (vivendo na Holanda) e Frau Bertha Krupp von Bolen e Halbach, ainda a chefona do conglomerado de aço e armas Krupp, com fortuna de 283.000.000 de marcos.(link) A Alemanha andava investindo em novos navios de guerra. Enquanto isso, os americanos ficaram surpresos ao descobrir que as bebidas alcoólicas ilegais rendiam 5 bilhões de dólares isentos de impostos, enquanto os foros e prisões se enchiam de sonegadores de impostos, contrabandistas e destiladores indiciados em 1928.(link)
O tratado de extradição dos especuladores em droga que os EUA impuseram à Alemanha em julho de 1930 foi ratificado, proclamado de forma que os “infratores” de drogas em qualquer canto da Alemanha corriam risco de virar réu nos tribunais dos EUA a partir de 22 de abril de 1931. Para a maior fabricante de medicamentos do mundo, que investia pesadamente em empresas americanas--sendo ainda administrada em parte pelo Custodiante de bens inimigos dos Estados Unidos--aquilo era saia justa. Ocorreu enorme batida policial em Atlantic Highlands em 1929, com estação de rádio criptografada, observatório, estaleiros e estradas, tudo isso localizado entre uma oficina de submarinos e o império de contrabando da Atlantic City. Criptógrafos suavam pra decifrar as mensagens coletadas e diziam ter em mãos códigos para desembarque--não de bebidas alcoólicas--e sim de drogas mil vezes mais valiosas. (link)
Eis que os jornais de Nova York de repente noticiaram que 17 caixotes de entorpecentes pesando quase 200 quilos cada, valendo uns 3 milhões de dólares no atacado, foram agarrados no cais dos transatlânticos da linha Hamburg-American, descarregados do navio Milwaukee. Como no caso do Alesia, que foi pego descarregando morfina quando o Bank of United States faliu cinco meses antes, os detalhes vazaram lentamente. A partir de diversos artigos do NYT, os leitores entenderam que um transatlântico norte-americano da Hamburg-American carregava 1500 quilos de morfina e 230 quilos cada de heroína e ópio. Só que os números mudavam a cada dia, com discrepância típica de 1500 quilos da noite pro dia. Com tudo isso vinha apenas a mais nebulosa sugestão de que a droga estaria folheada em zinco e embalada em artigos de lã originárias “do norte da Alemanha”.
Esse constrangimento ocorreu quando o Comitê Consultivo da Liga do Ópio se preparava para sua 17ª sessão, bem financiado com verba americana e chinêsa, armando uma rigorosa convenção neoproibicionista contra entorpecentes, estimulantes e seus possíveis concorrentes que se reuniria na primeira semana de maio. A NORDWOLLE era uma enorme S.A. no norte da Alemanha--dona de município em escala semelhante à Anheuser-Busch, Argo ou Hershey--sendo essa a cidade de Delmenhorst, a cerca de 20 km da linha ferroviária de Bremen que ligava ao porto de Hamburgo, onde a droga evidentemente fora carregada para transporte. Todas as manchetes sobre esse carregamento de drogas desapareceram da imprensa. Mas a Nordwolle logo voltaria às manchetes, endividada com o banco Danat, ambos à beira da falência. *-*-*
Boa leitura: Elements of Applied Probability Theory, de Petr Beckmann, 1967.(link) Beckmann foi o meu patrão em 1981-82. Ao chegar à editora The Golem Press, comprei esse livro dele. Estou agora no meu quarto exemplar, ainda longe de assimilar as técnicas. Se a probabilidade de algo é zero, isso torna a coisa impossível? Não. E se acontecem duas coisas, como iremos saber se são independentes (pura coincidência) ou se há algum elo de causalidade envolvido? Se independentes: P(A|B)=P(A) ou seja, a probabilidade de uma crise econômica com crash e recessão só é indepente da multiplicação de leis repressionistas que proibem determinada produção e comércio se a sua probabilidade não se altera na presença de tais leis. Esse é o pé de cabra que procuro desde 1993 quando voltei à faculdade como intérprete bancário e de aulas de MBA para banqueiros brasileiros no Texas. Creio que já provei por indução que as proibições repressionistas provocam crises bancárias e recessões. Só que por questões de religiosidade e apego às suas teses, nem nazista nem comuna acredita. Só que a partir dessa definição de independência há como desenvolver investigação matemática para averiguar a tenacidade dessa ligação causal, que é a Bayes' Theorem. Por causa disso os planejadores de programas de partidos políticos logo serão obrigados a reconhecer o que Richard Feynman disse. "Pouco importa a beleza da sua teoria, menos ainda o quanto você é inteligente. Se os experimentos a desmentem, está errada". Os experimentos de 1906-1907, 1920-1921, 1929-1933, 1986-1992 e 2008-2011 mostraram que são os violentos accessos de leis Torquemadistas organizados por fanáticos místicos que alucinam possessão demônica resultante de drogas desconhecidas que causam os crashes de mercado, crises de liquidez e recessões com elevado índice de desemprego.
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Quer saber a causa do Crash de 1929 e da Depressão da década de 1930? Leia.
Para melhorar o seu inglês, nada como a minha polêmica tradução de O Presidente Negro (O Choque das Raças) de Monteiro Lobato: America's Black President 2228. Na Amazon (link)
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