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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EUA, Rockefeller pressionaram a Liga das Nações à guerra

 


Após falsificar Convenção própria na Genebra em 1925, os EUA começaram a comprar a Liga das Nações da mesma forma que as empresas fiduciárias compram participações controladoras em sociedades anônimas. Os EUA e o Reino Unido criaram pressão para proibir drogas nada viciantes à base de folhas capazes de competir com o tabaco — e que, diziam as más línguas, ajudavam moreninho a ganhar campeonatos de boxe e resistir a invasores. (agradeço a ajuda o DeepL.com)

A colaboração sino-americana para pressionar o mundo inteiro a praticar a repressão armada teve consequências inesperadas: o colapso da China na anarquia comunista, as Guerras dos Bálcãs e a Primeira Guerra Mundial. Os EUA enviaram Herbert Hoover “para lá” como czar da alimentação e espectador da Primeira Guerra. Australianos e canadenses foram obrigados a contragosto pelo Reino Unido, exportador de narcóticos, a lutar contra a Áustria-Hungria, a Alemanha e seus aliados otomanos, incluindo a Turquia. De repente, os empréstimos bancários dos EUA ficaram expostos quando os russos mataram seu czar proibicionista. Nem por isso os EUA entrariam em guerra contra os aliados cultivadores da dormideira da Alemanha. A Austrália e o Canadá entraram, sofreram perdas terríveis e não ficaram nada satisfeitos. Os EUA eram uma potência “associada”, não integrante dos “Aliados”, nunca em guerra contra a Turquia. A rejeição dos EUA ao Tratado de Versalhes e à Carta da Liga das Nações—ambos contendo o artigo 23º proibicionista inserido por insistência do Reino Unido e dos os EUA—nada ajudou. Por outro lado, os americanos já tinham seu próprio artigo 23º proibicionista injetado em acordos de armistício distintos.  

Muito esforço propagandístico foi dedicado a intensificar a proibição de basicamente tudo, exceto o tabaco americano. Mulheres e crianças vitimadas nas guerras do ópio nos Bálcãs foram transformadas em modelos de cartazes para transferir a culpa e a vergonha pós-guerra para os muçulmanos. A Liga das Nações—substituindo a Haia—tornou-se a executora do Partido Republicano das suas crescentes missões proibicionistas cristãs. Para colocar os produtos de papoula na pior perspectiva, as publicações da Liga foram induzidas a associar jornalisticamente a escravidão branca e várias “drogas”, todas elas commodities legais em vastas regiões otomanas e muçulmanas, mencionando-as lado a lado. Isso isentou os EUA e a China da culpa por trazer a guerra a essas regiões. A folha de auditoria supra é apenas a ponta de um grande iceberg financeiro. Esses documentos estão disponíveis ao público em Genebra e em outros Estados-membros da Liga. No entanto, quando foi a última vez que você ouviu falar de ALGUMA dessas questões tabus? 

Milhares de páginas de documentos da Liga foram alistadas para encobrir os Estados Unidos com a alvura da benevolência e incitar pavor e ódio por flores e folhas alheias—algumas delas nem tão diferentes do café ou do chá. Essa perseguição, que durou 14 anos, acabou levando a Europa a outra guerra. No entanto, ao longo de todo esse período, os registros da Liga em inglês e francês omitem habilmente as menções a inúmeros tiroteios relacionados à proibição, agressões da Ku Klux Klan, falências bancárias, assassinatos, execuções, guerras entre facções, batalhas navais, corrupção, recursos judiciais e execuções extrajudiciais que faziam a América proibicionista do pós-guerra parecer um manicômio em comparação com a Europa já devastada. Os europeus pelejavam e não conseguiam cobrar reparações de guerra da Alemanha—contudo, se contorciam para não pagar prestações dos empréstimos bélicos contraídos para financiar o que era, no fundo, a cruzada conjunta chinesa e evangélica americana que gerou a guerra que agora exploramos. 

Este Ngrama do Google mostra o clamor da mídia de língua inglesa quando resultou a Grande Depressão.

Essas referências alemãs à depressão refletem o pânico “moral” chinês, americano e britânico. Nada disso é acidental, como os registros a seguir mostrarão. 

Livros bons e ruins: Fateful Hours--The Collapse of the Weimar Republic, de Volker Ulrich. Este é o segundo livro que leio deste autor, e o tradutor fez um trabalho excepcional. O autor, nem tanto. Se você quer um livro que finja que Hitler não era um socialista cristão e onde praticamente todas as informações vêm de conversas sussurradas entre pessoas que NÃO são banqueiros, industriais ou financistas—um livro que passa em branco a Liga das Nações e o Artigo 23 do Tratado de Versalhes e foge da possibilidade de que a América proibicionista estivesse manipulando a Liga para exportar a histeria do Terror Branco metodista—, este livro é para você. Ao mesmo tempo, reli as partes principais de The Rise and Fall of The Third Reich, de Shirer, e The Origins of the Second World War, de Taylor. Os três livros apresentam defeitos semelhantes. É como se algum tabu tivesse induzido os editores a fazer malabarismos para omitir fatos incômodos, muito parecido com os cães de circo descritos por George Orwell—treinados para dar cambalhotas sem sequer um estalo de chicote. Seria negligente da minha parte não recomendar as análises do economista americano Peter Temin sobre situações de crise e depressão.  



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sábado, 31 de janeiro de 2026

Mulheres e crianças como reféns de guerra

 

Romance barato de 1911,  após a 1ª Convenção de Haia, antes da Lei de Harrison, da Primeira Guerra Mundial, do Tratado de Versalhes e do King Kong. "Nas garras do Escravagista de Brancas"

DO GABINETE DO HISTORIADOR DO GOVERNO (link)

Tráfico de mulheres e crianças, armênios: Muitos foram assassinados por curdos selvagens, contra os quais os soldados turcos não ofereceram proteção. Meninas de nove ou dez anos foram vendidas a bandidos curdos por algumas piastras, e mulheres foram violentadas indiscriminadamente. Em Sivas, foi relatado o caso de uma professora da Faculdade de Magistério de Sivas, uma jovem armênia gentil e refinada, que falava inglês, conhecia música, atraente pelos padrões de qualquer país, que foi forçada a se casar com o Beg de uma aldeia curda vizinha, um rufião sujo e esfarrapado três vezes mais velho que ela, com quem ela ainda tem que viver e de quem teve um filho. No orfanato mantido sob os auspícios da American Relief, havia 150 “noivas”, sendo meninas, muitas delas de tenra idade, que viviam como esposas em lares muçulmanos e foram resgatadas. Das refugiadas entre cerca de 75 mil repatriadas da Síria e da Mesopotâmia, fomos informados em Aleppo que 40% estão infectadas com doenças venéreas devido às vidas que foram forçadas a levar. As mulheres desta raça estavam livres dessas doenças antes da deportação. Mutilacões, violações, torturas e mortes deixaram suas memórias assombrosas em centenas de belos vales armênios; e o viajante nessa região raramente fica livre das evidências desse crime colossal de todos os tempos. No entanto, qualquer menina ou mulher armênia poderia ter se livrado de tudo isso renunciando à sua religião e se convertendo ao islamismo. Certamente nenhuma fé jamais foi submetida a um teste tão difícil ou foi valorizada a um custo tão alto. (Agradecimento ao tradutor - DeepL.com pela ajuda)

Então, quando foi que essas histórias foram lavradas e vendidas? Cá está um gráfico do Google Ngram. O intervalo é desde o boicote da China Qing às exportações dos EUA em 1905 para recrutar o Tio Sam como Comissário Pan-Asiático de Narcóticos até a assinatura do Tratado de Versalhes, que consolidou o proibicionismo asiático-americano em todo o planeta por meio de seu Artigo 23 e ainda do quase idêntico Artigo 23 da Carta da Sociedade das Nações, a saber: 

c) encarregam a Sociedade da fiscalização geral dos acordos relativos ao tráfico das mulheres e crianças e ao tráfico do ópio e de outras drogas nocivas; (link)

Frequência da expressão escravagismo das brancas nas compilações de jornais e outros meios no referido intervalo 

Em 1911, a Rússia cristã invadiu a Pérsia para destituir um banqueiro americano que o governo persa havia contratado como tesoureiro, a fim de obter solvência para o bizantino país exportador de ópio. Uma dessas medidas foi a tributação alfandegária do ópio. Quatro meses depois, a própria dinastia Qing, arruinada pelo seu próprio proibicionismo, foi derrubada e fragmentada numa sangrenta guerra civil, sobremaneira como resultado de sua desastrosa maneira de lidar com a fraqueza da população por flores viciantes. A decapitação, costume local popular, garantiu que nenhum ópio—que dirá morfina europeia ou outros opiáceos—pudesse desembarcar nos portos chineses. A maior parte do ópio usado para estes era cultivado nos Estados balcânicos, que se estendiam a oeste da Grécia até o Adriático e ao norte até a Áustria-Hungria e a Suíça. Maior volume vinha dos Estados otomanos da Turquia, passando pela Armênia, Pérsia, até o Afeganistão. Essas populações, de repente—de outubro de 1911 ao inverno de 1912—viram suas exportações de drogas bloqueadas e eclodiram as guerras dos Balcãs, tão misteriosas e surpreendentes para os historiadores do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

No meio disso, agentes chineses e americanos pressionavam a Haia a elaborar planos para tornar esse proibicionismo permanente e global, cobrado de toda forma, desde as pistolas de policiais até artilharia e baionetas. Essa é a história que já vou desdobrar como pano de fundo para as guerras e atrocidades que prenunciaram a Grande Guerra, pela qual passou um cabo católico austríaco, Adolf Hitler, antes que o Tratado de Versalhes e a Liga das Nações transformassem a proibição do comércio e da produção em indústria bélica multinacional. Até hoje, tecedores de contos de fadas governamentais como Donald J Mabry, Janos Radvanyi, Douglas Clark Kinder, Richard B Craig, Bruce Michael Bagley, Rensselauer W. Lee III, Raphael Perl, Samuel I del Villar, José Luis Reyna e Gregory F. Treverton se reúnem para justificar a invasão armada das democracias sul-americanas. Nesse intuito, exploram a brutalidade cometida contra mulheres e crianças nessa região economicamente atrasada e supersticiosa como pretexto para lançar mão da força letal. Seu livro de propaganda, recentemente abordado nestas páginas, é cinicamente dedicado 

Às crianças do mundo

Um bom software: o gerador Ngram do Google é a ferramenta pela qual rezei durante anos.(link) Com ele, qualquer um pode acompanhar visualmente como o pânico moral foi semeado e disseminado por toda a mídia para criar falsas pistas, golpes, manobras engenhosas, campanhas de marketing e as mentiras mais chocantes que se possa imaginar como instrumentos de desinformação. Veja aqui um gráfico que você pode fazer daquela “boa” droga tabagista que as empresas americanas exportam até hoje para os países cujas folhas nativas elas erradicam com venenos, helicópteros, infiltrados, forças de ocupação, bombardeios aéreos, chantagem  e suborno. Esses fatos são visualizáveis graças aos orçamentos de propaganda esbanjados no intervalo entre a chamada Revolta Boxer e a resultante eleição do nacional-socialismo cristão de Hitler pela dominação totalitária da Alemanha e, depois, da Europa. 




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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Da Haia ao Wilson ao Hitler, 1912

  

Houve sim crash e depressão em 1921 como em 1914 quando a lei repressionista de Harrison, o IR e a Grande Guerra deram na vista, e também como em 1907 quando a mania repressionista virou febre. 

O presidente Woodrow Wilson, que quase não bebia, vetou a Lei Seca de Volstead, que instituía multas, prisões, confisco de bens, perda de alvarás e tiroteio pra machucar na Guerra contra a Cerveja e destilados. O Congresso, na época uma corja de carolas fanáticos amigos do alheio e reformadores, derrubou o veto. O Senado pouco ligava para o Tratado de Versalhes e a Carta da Liga das Nações que Wilson tanto amava. Esses dois documentos visavam transferir violentos poderes repressionistas  — ambos os quais delegavam a cobrança da proibição de substâncias à Liga, ambos nos respectivos artigos 23. O senador Lodge escreveu com sagacidade: (link)

 4. Os Estados Unidos reservam-se exclusivamente no direito de decidir quais questões caem dentro da sua jurisdição interna e declaram que todas as questões internas e políticas relacionadas, no todo ou em parte aos seus assuntos internos, inclusive imigração, questões trabalhistas, navegação de cabotagem, sobretaxas alfandegárias, comércio, combate ao tráfico de mulheres e crianças, ópio e outras drogas nocivas, e todas os demais assuntos internos, são da competência exclusiva dos Estados Unidos e não, como versa este tratado, sujeitas a arbitragem ou à apreciação do Conselho ou da Assembleia da Liga das Nações, que dirá de qualquer órgão desta, muito menos à decisão ou recomendação de qualquer outra potência. DeepL.com facilitou essa tradução...

As objeções do Lodge mencionam o Artigo 22, obrigando as raças nativas a voltarem ao domínio colonial — desde que não fosse alemão — “e a proibição de abusos”. Os republicanos repetiram a doutrina de Monroe, relembrando os eleitores de que Wilson havia prometido mantê-los fora da guerra, antes de os apunhalar pelas costas. Desta mesma forma e na mesma época o Hitler alegava que os “criminosos de novembro” na Alemanha haviam traído o Reich. Só recentemente veio à tona que os Hellfire Boys dos EUA, apesar de assinarem convenções contra armas químicas, despejaram dezenas de milhares de projéteis de gás venenoso contra os alemães, talvez até o gás venenoso que levou o cabo Hitler ao hospital.(link)

As reservas de Lodge NÃO mencionam o Artigo 295 do Tratado de Versalhes, pelo qual a ratificação do pacto de Versalhes significava aceitação pelos primeiros ratificadores da Convenção de Haia sobre o Ópio de janeiro de 1912 — embora posteriormente alterada. Os holandeses produtores de coca em Java e Sumatra, já acuados, perceberam no Artigo 295 uma chance de enredar o Tio Sam a pelo menos pagar a Liga para exportar o proibicionismo sino-americano ao mundo inteiro. Afinal, a tinta mal secara na relativamente sensata Convenção de Haia contra o Ópio quando os chineses e americanos teimaram em alterá-la. Fizeram questão de incluir no pacote a morfina, a erva maconha -- e a cocaína que nem dependência provoca. Tudo isso entrou nos eixos DEPOIS de a Alemanha e a Holanda assinarem, sem desconfiar de nada, a versão original que só versava sobre o ópioEnquanto isso, o arquiduque Ferdinando estava em turnê pela Austrália, o país com o maior consumo per capita de cocaína do mundo. Nem de longe conseguiram as ratificações necessárias para tornar vinculativa essa convenção. Aquelas alterações americanas inseridas ao longo de 1912 tinham, até julho de 1914, alienado muitos signatários do original, afastando outros sem compromisso algum. O texto sofreu novas alterações afrouxando os requisitos para torná-lo vinculativo em tantos quanto pudessem ser induzidos a ratificar a versão americanizada. 

Essa manobra alienou o Peru, a Bolívia, o Japão, a Alemanha, a Argentina, a Colômbia, o Paraguai, o Chile, o México, a Rússia, a Suíça, El Salvador, Brasil, Império Austro-Húngaro e vários outros países, que não queriam nada a ver com a “convenção”. Finalmente, em 18 de junho de 1914, pouco antes do navio do arquiduque atracar em Trieste, no Adriático, a Itália tornou-se a 11ª potência a ratificar a convenção. Dez dias depois, o arquiduque e sua esposa foram mortos a tiros em Sarajevo, após mais de dois anos de depressão econômica e guerra nos Estados Bálcãs produtores de ópio, causados pela proibição absoluta da importação de ópio pela China revolucionária que gerou superávit.(link  

A ratificação seguinte veio do assustado governo holandês, um dia após o assassinato do casal do arquiduque Fernando. A guerra eclodiu no dia em que o presidente Wilson anunciou que as declarações de imposto de renda das sociedades anônimas seriam abertas à inspeção pública. Mais algumas ratificações foram votadas durante a pressão da guerra global contra as drogas que se seguiu. Finalmente, o Tratado de Versalhes “da Paz” obrigou seus signatários a ratificarem automaticamente a convenção de Haia alterada e emendada, pouco antes de a legação holandesa aproveitar a oportunidade para arrastar os EUA para a confusão em que Teddy Roosevelt os havia colocado. Não é de bom tom mencionar que a Indonésia holandesa dominava o mercado global da cocaína, ou que os países Bálcãs, sobretudo a Sérvia, forneciam ópio à Europa inteira. Os professores de história subsidiados ficam surpresos, até chocados com esses fatos. Eu mesmo fiquei chocado ao descobrir que online  não há imagens legíveis dos acordos sobre o ópio assinados em janeiro de 1912 para visualizar. As que achei são do tamanho de selos postais, absolutamente ilegíveis. Afinal, encontrei num livro americano de propaganda antidrogas esta admissão--com especulações gratuitas sobre os motivos dos abstemiosos

No entanto, as reuniões antidrogas pouco realizaram. Os participantes da conferência de 1911-1912, devido às rivalidades internacionais acerca das receitas geradas pelas drogas, não conseguiram concluir um tratado que regulasse entorpecentes a não ser o ópio. (Donald J Mabry, The Latin American Narcotics Trade and U.S. National Security, 1989 p. 18, link)

A proibição do álcool nos Estados Unidos criou um mercado aquecido para lança-perfume, maconha, estimulantes e narcóticos, muitos desses facilmente transportados para os navios flutuantes de abastecimento da Rum Row pelos submarinos que sobraram da guerra. A enorme participação da Alemanha nesse mercado foi, como os leitores viram, uma das principais causas da Primeira Guerra Mundial.  Além disso foi também uma fonte útil de renda que permitiu à Alemanha pagar a chantagem que o assessor de Wilson, Joseph Tumulty, chamou de “a redução da Alemanha a um estado escravo”.(link)  O próximo passo foi infiltrar o Comitê Consultivo da Liga sobre o Tráfico de Ópio e tudo o mais que os americanos viam como capeta de asas, enchendo-o de comerciantes de drogas indo-europeus e representantes farmacêuticos. Isso, nos anos vindouros, resultaria na transferência de cerca de 10% da participação da Alemanha desse mercado para países concorrentes, exportadores de drogas beneficiadas, antes de desencadear a Segunda Guerra Mundial.

Quem conseguir encontrar provas de que a Convenção de Haia, assinada em janeiro de 1912, sugeria que as pessoas fossem fuziladas por drogas que não o ópio, pode comentar e indicar onde nós aqui acharíamos essas provas

Artigos relevantes:  https://libertariantranslator.wordpress.com/2024/03/21/libertarian-clout-v-dea/

https://expatriotas.blogspot.com/p/a-lei-seca-e-o-crash.html

Recurso interessante: O Google ouviu minhas preces e colocou online um recurso de Ngramas que conta a frequência de uso de palavras ou expressões em determinado intervalo, gerando até gráfico.(link) Há eventos cujas causas--ou até datas--são difíceis de se encontrar. O palavrório no vernáculo varia com a importância que os jornais e outros meios dão a elas ao longo do tempo. Juntamente com cotações nas bolsas, esses gráficos ajudam a achar conexões causais. Veja o exemplo dos cigarros, ópio e cocaína na mídia americana entre 1900 e 1933: 



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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Consequências inesperadas nº 13, Armas

 

Recompra de armas, compra de dormideiras, multar montadoras (link)

A que mais interessa é a recompra de armas pelo governo da Califórnia logo antes do colapso do Bush. Brasileiro de malícia, que não nasceu ontem, recorda que o governo Lula em 2003 teve essa maravilhosa ideia de usar dinheiro alheio para comprar lazarinas e garruchas enferrujadas a preço fixo. Interessante mesmo é procurar no Google por essa recompra de armas de 2003. O Google atirou todos os registros desse programa petista no buraco de memória 404 - mesmo prédio da Sala 101 no Ministério do Amor - (link). Só que o Google ainda alerta "atividade suspeita" no buscador de quem procurar "Lula, armas, 2003". Siliga. 

Enfim, os saqueadores gringos copiaram a ideia do Lula 5 anos depois e o tiro, pra variar, saiu pela culatra. No mesmo ano de 2008 houve colapso geral da economia americana graças ao Bush Filhoda estimular confiscos de imóveis por parte dos policiais caretas sob pretexto de ali crescerem matagais de deixar admirado até o Bezerra da Silva. Voltaram os "Hoovervilles" (cracolândias) dos anos 30 e os eleitores pararam de votar em crente branco. Menos mal. 

Essa das dormideiras no Afeganistão é repeteco do governo Nixon--o mesmo governo que inventou e exportou o Fundo Partidário que subsidia partidos comunistas, fascistas e nazistas mas NÃO libertários. Apareceu nos gibis canadenses do Harold Hedd. (link) Os nazifascistas do Nixon pagavam os mexicanos para queimar as plantações de sativa. Isso faziam, mas só depois das colheitas... da erva e dos subsídios!

Na dos automóveis, tudo quanto é carro virou picape para evitar a fiscalização e as multas. É isso que dá interferir com a energia nuclear. 

***

Leitura: Continuo recomendando Colapso de Arthur Hailey. Inreressante é procurar esse livro no Google. Só aparecem romances fake com o mesmo nome, mas não se iluda. Colapso em português é Overload em inglês e explica as táticas do econazismo no sentido de proibir toda e qualquer fonte de energia e potência elétrica que não as imaginárias. Quem procura, acha. 

***



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sábado, 16 de janeiro de 2021

Lysander Spooner, fascículo 7

Os comunistas do operariado 1872
O adversário Greeley morreu antes da votação pelos estados. Em 8 de junho, 5 meses antes da eleição, foi aprovada uma lei contra fraude no monopólio postal--leia-se lei para confisco de propaganda eleitoral da oposição "desleal" do Partido Democrata. Spooner com seus correios particulares e libertários ameaçava esse cartel.

Agora Spooner, horrorizado que o Norte estabeleceu uma ditadura de ocupação do Sul derrotado, passa a satirizar o imposto lançado em cima da alta nas sobretaxas alfandegárias que deu início ao movimento secessionista (pois as Ordenanças de Anulação de 1832 foram elas mesmas anuladas por ameaças do governo federal).

O proceder destes assaltantes e assassinos que se denominam por “o governo” é justamente o contrário do que faz o salteador individual.

Diferentemente dele, não se fazem conhecer individualmente, tampouco, por conseguinte, assumem responsabilidade pessoal pelos seus atos. Muito pelo contrário, em segredo (por voto secreto) designam algum dentre si para praticar o assalto em seu favor e lugar, enquanto se mantêm ocultados. Ao assim-designado dizem:

Vá ao A. B., e diga a ele que “o governo” necessita de dinheiro para empatar as despesas de sua proteção, bem como da sua propriedade. Se presumir dizer que nunca contratou conosco tal proteção, ou que não lhe interessa tal proteção, diga-lhe que isto é da nossa conta e não da dele; que nós optamos por protegê-lo, quer ele queira, quer não; e que cobramos remuneração, também, pela referida proteção. Se ousar-se a indagar quais os indivíduos que se arrogam o título de “o governo”, e que presumem protegê-lo, cobrando-lhe pelo serviço sem ele o ter contratado, diga-lhe que isso, também, é da nossa conta e não da dele; que optamos por não nos tornarmos individualmente conhecidos a ele; que em secreto (por voto secreto), designamos você como agente nosso para fazê-lo ciente de nossas demandas e, quando cumprir com estas, emitir-lhe, em nosso nome, um recibo que o protegerá contra demandas afins ao longo do exercício corrente. Se ele refugar, confisque e venda da sua propriedade o bastante para descontar não somente as nossas demandas, mas também as tuas despesas e extenuações. Caso resista ao confisco de sua propriedade, clame aos circunstantes que lhe ajudem (alguns dentre os quais serão, sem dúvida, membros do nosso bando). Se ele, na defesa de sua propriedade, conseguir matar qualquer do nosso bando que esteja lhe ajudando, capturem-no custe o que custar; indiciem-no (em um dos nossos foros) por assassinato, sentenciem e enforquem-no. Caso reclame pela ajuda dos vizinhos, ou quaisquer outros que, como ele, se dispuserem a resistir às nossas cobranças, e venham muitos desses prestar-lhe auxílio, brade que são todos eles rebeldes e traidores; que “o nosso país” está ameaçado; acione o comandante dos nossos assassinos pagos; diga-lhe que esmague a rebelião, que “salve o país”, custe o que custar. Diga-lhe que mate a tantos quanto resistirem, mesmo que sejam centenas de milhares, servindo assim para aterrorizar a quaisquer outros de tendência similar. Capriche nesta hecatombe de assassínio, para que tais distúrbios doravante não se repitam. Após sentirem esses traidores a nossa força e determinação, serão bons e leais cidadãos e pagarão os impostos durante muitos anos sem perguntar por que nem por onde.

É sob esta sorte de compulsão que são pagos os chamados impostos. E quanta prova tal pagamento nos oferece, de que o povo consente em apoiar “o governo”, está demonstrado, sem necessidade de mais argumento.

***

Isso aí, poucos percebem, é uma sátira das previsões da lei que criava e regulamentava o cargo dos cobradores juramentados a partir de 11 de fevereiro de 1862–em plena guerra civil. Seguem trechos relevantes começando com a página 297, onde distrain e distraint significam arresto e overplus o eventual excedente:

SEC. 11. And be it further enacted, That each of the assessors shall divide his district into a convenient number of assessment districts, within each of which he shall appoint one respectable freeholder to be assistant assessor for me: and each assessor and assistant assessor so appointed, and accepting the appointment, shall, before he enters on the duties of his appointment, take and subscribe, before some competent magistrate, or some collector, to be appointed by this act, (who is hereby empowered to administer the same,) the following oath or affirmation, to wit: “I, A. B., do swear, or affirm, (as the case may be,) that I will, to the best of my knowledge, skill, and judgment, diligently and faithfully execute the office and duties of assessor for, (naming the assessment district,) without favor or partiality, and that I will do equal right and justice in every case in which I shall act as assessor.” And a certificate of such oath or affirmation shall be delivered to the collector of the district for which such assessor or assistant assessor shall be appointed. And every assessor or assistant assessor acting in the said office without having taken the said oath or affirmation shall forfeit and pay $100, one moiety thereof to the use of the United States, and the other moiety thereof to him who shall first sue for the same; to be recovered, with costs of suit, in any court having competent jurisdiction. (…) Segue da pág. 304 a autorização para o confisco de bens nos termos da nova extorsão limitada (o imposto predial). 

Provided, That in any case of distraint for the payment of the tax aforesaid, the goods, chattels, or effects so distrained shall and may be restored to the owner or possessor if, prior to the sale thereof, payment or tender thereof shall be made to the proper officer charged with the collection, of the full amount demanded, together with such fee for levying, and such some for the necessary and reasonable expense of removing and keeping that grounds, chattels, or effects so distrained, as may be allowed in like cases by the laws or practice of the state wherein the distraint shall have been made; but in case of non-payment or tender, as aforesaid, the said officers shall proceed to sell the said goods, chattels, or effects, at public auction, and shall and may retain from the proceeds of such sale the amount demandable for the use of the United States, with the necessary and reasonable expenses of distraint and sale, and a commission of five per centum thereon for his own use, rendering the overplus, if any there be, to the person whose goods, chattels, or effects shall have been distrained: Provided, That it shall not be lawful to make distraint of the tools or implements of a trade or profession, beasts of the plow necessary for the cultivation of improved lands, arms, or is household furniture, or apparel necessary for a family.

Spooner nem exagerou. Apenas descreveu sem eufemismos o proceder dos cobradores destes novos impostos–adicionados à série de impostos cobrados pelo governo da União Alfandegária ora infiltrada por salteadores inspirados pela tradução do manifesto comunista de 1848. O novo governo, no afã de cobrar impostos protecionistas, alienou os sulistas a ponto de fazer com que abandonassem a União, alguns migrando para o Brasil e buscando refúgio na cidade de Americana, SP em 1867. Resultado: Americana em 2013 recebeu o melhor ranking de bem-estar entre as cidades brasileiras. 

(Continuação desta tradução pelo http://www.tradutoramericano.com no Fascículo 8)

Saiba mais sobre as crises econômicas dos EUA--leia para entender o que causou o Crash de 1929: 


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