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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EUA, Rockefeller pressionaram a Liga das Nações à guerra

 


Após falsificar Convenção própria na Genebra em 1925, os EUA começaram a comprar a Liga das Nações da mesma forma que as empresas fiduciárias compram participações controladoras em sociedades anônimas. Os EUA e o Reino Unido criaram pressão para proibir drogas nada viciantes à base de folhas capazes de competir com o tabaco — e que, diziam as más línguas, ajudavam moreninho a ganhar campeonatos de boxe e resistir a invasores. (agradeço a ajuda o DeepL.com)

A colaboração sino-americana para pressionar o mundo inteiro a praticar a repressão armada teve consequências inesperadas: o colapso da China na anarquia comunista, as Guerras dos Bálcãs e a Primeira Guerra Mundial. Os EUA enviaram Herbert Hoover “para lá” como czar da alimentação e espectador da Primeira Guerra. Australianos e canadenses foram obrigados a contragosto pelo Reino Unido, exportador de narcóticos, a lutar contra a Áustria-Hungria, a Alemanha e seus aliados otomanos, incluindo a Turquia. De repente, os empréstimos bancários dos EUA ficaram expostos quando os russos mataram seu czar proibicionista. Nem por isso os EUA entrariam em guerra contra os aliados cultivadores da dormideira da Alemanha. A Austrália e o Canadá entraram, sofreram perdas terríveis e não ficaram nada satisfeitos. Os EUA eram uma potência “associada”, não integrante dos “Aliados”, nunca em guerra contra a Turquia. A rejeição dos EUA ao Tratado de Versalhes e à Carta da Liga das Nações—ambos contendo o artigo 23º proibicionista inserido por insistência do Reino Unido e dos os EUA—nada ajudou. Por outro lado, os americanos já tinham seu próprio artigo 23º proibicionista injetado em acordos de armistício distintos.  

Muito esforço propagandístico foi dedicado a intensificar a proibição de basicamente tudo, exceto o tabaco americano. Mulheres e crianças vitimadas nas guerras do ópio nos Bálcãs foram transformadas em modelos de cartazes para transferir a culpa e a vergonha pós-guerra para os muçulmanos. A Liga das Nações—substituindo a Haia—tornou-se a executora do Partido Republicano das suas crescentes missões proibicionistas cristãs. Para colocar os produtos de papoula na pior perspectiva, as publicações da Liga foram induzidas a associar jornalisticamente a escravidão branca e várias “drogas”, todas elas commodities legais em vastas regiões otomanas e muçulmanas, mencionando-as lado a lado. Isso isentou os EUA e a China da culpa por trazer a guerra a essas regiões. A folha de auditoria supra é apenas a ponta de um grande iceberg financeiro. Esses documentos estão disponíveis ao público em Genebra e em outros Estados-membros da Liga. No entanto, quando foi a última vez que você ouviu falar de ALGUMA dessas questões tabus? 

Milhares de páginas de documentos da Liga foram alistadas para encobrir os Estados Unidos com a alvura da benevolência e incitar pavor e ódio por flores e folhas alheias—algumas delas nem tão diferentes do café ou do chá. Essa perseguição, que durou 14 anos, acabou levando a Europa a outra guerra. No entanto, ao longo de todo esse período, os registros da Liga em inglês e francês omitem habilmente as menções a inúmeros tiroteios relacionados à proibição, agressões da Ku Klux Klan, falências bancárias, assassinatos, execuções, guerras entre facções, batalhas navais, corrupção, recursos judiciais e execuções extrajudiciais que faziam a América proibicionista do pós-guerra parecer um manicômio em comparação com a Europa já devastada. Os europeus pelejavam e não conseguiam cobrar reparações de guerra da Alemanha—contudo, se contorciam para não pagar prestações dos empréstimos bélicos contraídos para financiar o que era, no fundo, a cruzada conjunta chinesa e evangélica americana que gerou a guerra que agora exploramos. 

Este Ngrama do Google mostra o clamor da mídia de língua inglesa quando resultou a Grande Depressão.

Essas referências alemãs à depressão refletem o pânico “moral” chinês, americano e britânico. Nada disso é acidental, como os registros a seguir mostrarão. 

Livros bons e ruins: Fateful Hours--The Collapse of the Weimar Republic, de Volker Ulrich. Este é o segundo livro que leio deste autor, e o tradutor fez um trabalho excepcional. O autor, nem tanto. Se você quer um livro que finja que Hitler não era um socialista cristão e onde praticamente todas as informações vêm de conversas sussurradas entre pessoas que NÃO são banqueiros, industriais ou financistas—um livro que passa em branco a Liga das Nações e o Artigo 23 do Tratado de Versalhes e foge da possibilidade de que a América proibicionista estivesse manipulando a Liga para exportar a histeria do Terror Branco metodista—, este livro é para você. Ao mesmo tempo, reli as partes principais de The Rise and Fall of The Third Reich, de Shirer, e The Origins of the Second World War, de Taylor. Os três livros apresentam defeitos semelhantes. É como se algum tabu tivesse induzido os editores a fazer malabarismos para omitir fatos incômodos, muito parecido com os cães de circo descritos por George Orwell—treinados para dar cambalhotas sem sequer um estalo de chicote. Seria negligente da minha parte não recomendar as análises do economista americano Peter Temin sobre situações de crise e depressão.  



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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Cogumelos em Curitiba

 

Tiro fotos de cogumelos que acho em Curitiba, e um vídeo de 3a Inoshi revela fatos interessantes.(link)

 

Este pipocou ao lado da rua uns 400 m do local do primeiro

Por baixo tem esse aspecto. Não tenho livros de identificação para a região, mas não consumiria. 


Não saíram bem na foto mas são roxas. Comi algumas sem nenhum envenenamento, só que são raras. 

Esta pleurotus ostreatus apareceu no quarteirão. Uma delícia que--até onde sei--não é parecida com nenhuma venenosa. Ontem mesmo comprei na feira alguns da mesma família. 

Recomendo: Associação Psicodélica do Brasil (link)

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sábado, 10 de maio de 2025

Misticismo altruísta atrasa a Alemanha

 

A autora russo-americana Ayn Rand, a exemplo do Friedrich Nietzsche, escreveu explicando como o misticismo altruísta estrangula a Europa.(link)

O noticiário alemão, DW.com, é minha fonte favorita de notícias europeias e eu o recomendo muito, juntamente com o tradutor eletrônico DeepL.(link) No entanto, impregnadas nas fibras da sua panorâmica do mundo (e também da perspectiva americana) estão as suposições de altruísmo místico. Antes de os EUA interferirem no setor farmacêutico da Alemanha, quase todos os alemães acreditavam em deuses e demônios invisíveis--crenças reforçadas pela Bíblia de Gutenberg no final da Guerra dos Cem Anos. “O espírito do Senhor desceu sobre mim, porque sou o imperador dos alemães! Sou o instrumento do Altíssimo. Sou Sua espada, Seu representante. Sofrimento e morte para todos aqueles que resistirem à minha vontade! Pesares e morte aos que desacreditam na minha missão!”(link)

A citação acima, do Kaiser Wilhelm, era coisa corriqueira em 1914, quando os americanos (e outros concorrentes da Alemanha), usando a Haia como um boneco-camuflagem, procuravam restringir a produção farmacêutica alemã num arroubo de zelo proibicionista. A reportagem de hoje é sobre como militares alemães executaram grande número de crianças por não terem avançado e atacado tanques americanos em 1945.(link) Décadas antes de a China e os EUA pressionarem os europeus a reprimirem primeiro o ópio e a seguir “drogas”, o Kaiser já havia proclamado: “...pode acontecer de eu ordenar que vocês balear seus próprios parentes, irmãos ou pais, e mesmo assim caberá a vocês seguirem as minhas ordens sem cocoró nem choro baixo”. Não é de se admirar, portanto, que a frase “O bem comum antes do bem individual” da plataforma nacional-socialista cristã tenha escorado com justificativa moral, ética e legal os atos subsequentes do Kaiser e do Führer. Justificativas coletivizadas semelhantes levaram ao holodomor na Ucrânia e aos campos de extermínio em território ocupado pelos alemães.

Derrotada em 1919, da Alemanha foram cobradas reparações pelo Tratado de Versalhes, que TAMBÉM impôs regulamentações incapacitantes ao setor farmacêutico do país, carro-chefe do que restava da sua indústria, dando à Liga: “supervisão geral sobre a execução de acordos com relação ao tráfico de mulheres e crianças, e o tráfico de ópio e outras drogas perigosas”. É desse palavreado juntando assuntos diversos num só disparate que os republicanos ufanistas tiraram o hábito de depreciar tantos quanto se opuserem à sua agenda como “crackomaníacos e pedófilos”.

Este mesmo tratado concedeu ao Japão todos os direitos alemães em Shantung e Kiaochao (Artigos 156 a 157) e obrigou a Alemanha a renunciar a todas as reivindicações de indenizações da China decorrentes do Protocolo de Pequim de setembro de 1901 (Artigo 128).(link) O Japão cultivou coca em Formosa/Taiwan da mesma forma que os Países Baixos fizeram em Java e Sumatra--isso no decorrer do fechamento do cultivo de ópio por preocupação cristã com os nativos. O Japão também foi importunado pela missão sino-americana de demonizar primeiramente todos os narcóticos, expandindo para qualquer coisa que eles pudessem fazer com que a Haia ou a Liga dissesse ser “perigosa”, sem nenhuma comparação com os efeitos do gin e dos cigarros. Antes do boicote da China aos produtos americanos em 1905, os republicanos faziam fila para distribuir cocaína aos mineiros e estivadores para estimular a produção.(link)

Até 1931, as leis repressionistas que a China havia extorquido com sucesso dos EUA haviam provocado a Primeira Guerra Mundial, agravado a hiperinflação alemã do pós-guerra, deslanchado o crash de 1927 na Europa, o crash de 1929 nos Estados Unidos e o pânico e colapso do sistema bancário e industrial da Alemanha no verão de 1931. Essa última recessão levou o partido nacional-socialista de Hitler ao poder. Não é de se admirar que tanto a Alemanha quanto o Japão tenham abandonado a Liga das Nações, encarando o desprezo da Liga e dos EUA para formar sua própria aliança, livre de proibições forasteiras da produção e do comércio.

No capítulo final de A Revolta de Atlas da Ayn Rand--autora que apoiou o lado dos Aliados contra a Alemanha e formulou o Princípio da Não-Agressão durante os julgamentos de crimes de guerra--propôs a seguinte emenda à Constituição dos EUA: E o Congresso não fará nenhuma lei que restrinja a liberdade de produção e do comércio.(link) Na mesma obra ela explica por que são mutuamente incompatíveis dar valor à vida e aou altruísmo--é das duas, uma. A Alemanha bem que podia rejeitar o socialismo místico da economia mista e retomar a concorrência irrestrita nas suas melhores áreas de atuação. *-*-*

LeituraThe Boxer Rebellion and the Great Game in China, de Robert Silbey, também autor de um livro perspicaz sobre a luta filipina contra a dominação dos EUA, é uma narrativa interessante de um impasse entre a China proibicionista e  e um conjunto improvisado de nações mercantilistas de cartel de economia mista acostumadas a tratar os chineses da mesma forma que o general Billy Tecumseh Sherman tratava os rebeldes do sul, e a seguir as tribos comancheria desde o Texas até o Canadá. (link) Essa aliança improvisada resultou de uma onda de descontentamento intensificada pela seca que permeava uma população dividida. Fazia-se vista grossa ao cultivo de ópio nativo para estancar a sangria do tesouro nacional pelos fornecedores estrangeiros da gosma da mesma variedade de papoulas. Missionários foram instalados no meio dos habitantes justamente pela sua capacidade de enfurecer o populacho e serem feitos em picadinho. Tais eventos foram explorados pelas potências estrangeiras como pretexto para cobrar mais poder, reparações e controle sobre o infeliz império Qing. A verdade não é nada parecida com o filme de Charlton Heston que retrata os chineses como traficantes bárbaros e os estrangeiros como cristãos devotos e altruístas que estavam lá para pastorear as pessoas mais incivilizadas e ignorantes para a luz de um mundo cristão e científico.(link) Este vídeo dá uma comparação das perspectivas que oferece uma boa introdução ao contexto da época (link).

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quarta-feira, 26 de março de 2025

Cercando a Alemanha, março de 1931

 

O Supremo dos EUA em 1931 servia de capacho para o governo repressionista do Herbert Hoover--engenheiro que morou na China e desde então fez o possível para ajudar aquele império a exportar leis violentas. Pela enésima vez o Supremo decretou que a emenda da lei seca era a parte importante da constituição. A sentença é o martelo, e o tampão agora tapa a esperança de se revogar essa lei violenta.

Em março de 1931, juízes republicanos tornaram a insistir que a cerveja seria crime, pouco importando se dezenas de milhares seriam roubados, presos e/ou baleados para atingir esse nobre ideal. Os presidiários agora empatavam as populações de três estados da União. O que dizer, então, das esperanças alemãs de manter a codeína e a cocaína desregulamentadas para poderem pagar as reparações de guerra com os lucros da exportação? O recorte abaixo, de quando um centavo americano valia seis e um quarto MILHÕES de marcos de papel, explica como as outras drogas prosperaram quando a cerveja foi proibida.

“É evidente que a geração de sentimento mundial contra a droga é a tremenda tarefa na qual o nosso governo se empenhou.(link)” Dali a 8 meses submarinos de contrabando foram fotografados no rio Hudson.(link) O mesmo jornal de Norwalk conta na p.4 que frequentadores de boteco de Connecticut apedrejaram agentes antidroga.

Na 1ª semana de fevereiro, o Comitê Consultivo do Ópio da Liga das Nações encerrou suas 44 reuniões. Apenas duas delas foram secretas. Até hoje, a Liga não é muito aberta sobre os detalhes pautados. No entanto, as sessões de 1930, amplamente documentadas, detalham todos os planos para piorar uma crise de mercado global existente, com reação em cadeia de pânicos bancários de efeito dominó e colapso de liquidez de sistemas bancários de reserva fracionária. Tudo isso foi graças à legislação existente que proibia cerveja, vinho, bebidas alcoólicas, opiáceos, enteógenos, estimulantes e até complicando os analgésicos hospitalares, aumentando de forma geral os preços de venda em 400%. Realizavam-se planos para voltar a exportar o fanatismo chinês e perturbar as economias da Europa Central a ponto de garantir uma segunda Guerra Mundial. O mesmo processo que tornou a Primeira Guerra Mundial inevitável a partir de 1912, seria implementado em 1931, agora agravado por conflitos jurídicos, concorrentes aproveitadores e planos para sufocar TODA a concorrência da Alemanha e arredores.

Em 01MAR1931, o Chicago Tribune relatava plena guerra civil no Peru, com quatro mortos na primeira batalha. A Alemanha era cliente importante para esse país andino, cujo mercado fora tomado por enormes plantações de coca nas colônias holandesas de Java e Sumatra. Os holandeses substituiram o plantio de entorpecentes viciantes com arbustos de coca a partir da década de 1890--isso como medida de reforma cristãNos EUA, depois que o álcool foi proibido na Geórgia, uma empresa de vinho de coca mudou os produtos, adicionando uma pitada de pó a um refrigerante nada alcoólico chamado Coca-Cola. Os proibicionistas que promulgaram a repressão do vinho agora queriam que a lei desse batida nesse refrigerante substituto. A ilha de Formosa, atualmente Taiwan, virou colônia japonêsa com plantações de ambos os tipos de culturas comerciais. Regular a vida alheia no entanto se transformou em uma caça às bruxas por proibicionistas americanos que buscavam novas coisas para reprimir. Cruzadas anteriores para prender peão por cigarros ou beisebol aos domingos não entusiasmaram os eleitores

O governo Hoover pressionou a Liga das Nações para copiarem como a Haia as proibições americanas de coca, resultando a desordem no Peru. O cartel de ópio indiano da Grã-Bretanha e a Receita Federal egípcia queriam que a cannabis fosse proibida por ser barata e não gerar dependência. Já a cocaína, cara e estrangeira, causaria, temiam, um desequilíbrio comercial tal como arruinou a China durante as Guerras do Ópio. O sal os britânicos apreciavam como habituante o suficiente para fazer dele um monopólio de receita governamental na Índia e em muitas colônias africanas. Seus agentes da receita prendiam com afã Gandhi e comerciantes árabes por coletar e transportar sal natural!

As manchetes de março berravam denúncias dos oficiais do "Banco dos Estados Unidos", chefiada por russos. A Rússia Soviética não era vista com bons lhos por excesso de liberalidade com bebida e drogas. O filme de 1929 de Dziga Vertov, Um Homem com Uma Câmera, mostrava garçonetes soviéticas destampando espumantes garrafas de cerveja, um passageiro cheirando um enorme papelote em plena estação de trem e flashes de bandejas de que só poderiam ser entorpecentes (isso na versão original). Americanos com preparo técnico, desiludidos com o zelo religioso travestido de capitalismo, entraram numa onda de emigração para a União Soviética. Pode uma coisa dessas?! 

Russos nova-iorquinos dominavam o "Banco dos Estados Unidos" que Milton Friedman imaginou ter falido por causa da discriminação antijudaica. O BUS primava por atender a grandes réus traficantes, apenados, juízes comprados e testemunhas-presunto como depositantes e tomadores de empréstimos. Sua quebra ocorreu quando agentes federais vigiavam meia tonelada de morfina no cais nas proximidades do transatlântico francês Alesia. Friedman e Schwartz deviam ter considerado o confisco da carga, e não apenas as  armações do ku-klux klã. De fato, um artigo do NY Times de 7 de janeiro comparou a Lei Seca e a intolerância soviética como praticamente a mesma coisa. Uma série de março no jornal de Berkeley descreveu sombriamente a ditadura bolchevique. Enquanto isso, agentes do tesouro prendiam cidadãos russos por falsificação, no meio de uma onda de falências bancárias. A cobertura diária de notícias popularizou o julgamento por fraude bancária do BUS e as acusações fiscais contra membros do grupo Capone. As preocupações alemãs aumentavam ao passo que esses artigos apareciam na mesma página.

Para a alegria do comissário antidroga Harry Anslinger, o presidente Hoover, em 02 de março enviou ao Congresso uma Estimativa Complementar de alocação de verba de USD 35.000 em ouro para financiar a participação dos EUA na Conferência da Liga das Nações sobre Limitação da Fabricação de Drogas e Entorpecentes. O ex-presidente do Reichsbank, Schacht, exigiu no dia seguinte a revisão de todas as dívidas de guerra e a restituição das antigas colônias da Alemanha na África.(link) Os jornais de Chicago de 7 e 8 de março relataram que os europeus deviam 29 bilhões de dólares aos EUA--juntando-se isso ao prejuízo de outros 4 bilhões por tentar impor as leis repressionistas. A Rússia, irritada, ameaçou boicotar todos os produtos made in USA. Os enviados de Hoover à convenção antidroga de Genebra, marcada para 27 de maio de 1931, seriam Harry Anslinger e John Caldwell, do Federal Bureau of Narcotics, esse um eugenista encarregado das “fazendas” reconcentrando apenados por contravenções com entorpecentes, e mais um burocrata antidrogas.

Os jornais de repente jorraram pela primeira vez tendenciosa propaganda de "conscientização" anti-cannabis. Henry Ford, Thomas Edison e Harvey Firestone garantiram aos leitores que "a lei seca é uma coisa boa" e que "a suposta depressão é o resultado da desonestidade". Os socialistas nacionais e internacionais alemães começaram a balear os companheros enquanto apenados ateavam fogo a uma prisão lotada de Illinois. Um pequeno artigo na mesma edição revelou novas pesquisas sobre o gás mostarda.(link

Como clarim de alvorada para americanos e alemães, o Dr. Nicholas Murray Butler da Universidade de Columbia disse na Califórnia que as leis secas geraram uma indústria de USD 4 bilhões livre de impostos e sugeriu a revogação. Muitos americanos refletiram que foram evangelistas não tributados que deram início a esse proibicionismo. Os alemães por sua vez recordaram de o Supremo americano ter decretado a cobrança de IR nos lucros ilegais. Isso, em maio de 1927, esfriou de sopetão a maioria dos mercados de valores mobiliários europeus.(link) Com o recente tratado de extradição por drogas agora em vigor, os magnatas farmacêuticos alemães nos EUA não escapariam da cobrança das leis proibicionistas mesmo retornando à Europa.

Já um terço de todos os suicídas na Europa eram alemães. Logo, para aumentar a pressão, um filme bilíngue de propaganda em alemão e inglês, "The Seas Beneath" foi lançado a título de nostalgia da Primeira Guerra Mundial. Nele, uma escuna Q-boat, munida de canhão disfarçado, reboca um submarino americano para atrair e emboscar um submarino alemão.(link) Mais de 95% de todo o álcool consumido na América era, em 1929, feito de glicose de açúcar de milho nacional. Desde 1924 os jornalistas já sabiam que estimulantes e entorpecentes eram entregues aos navios da Rum Row para complementar aqueles 5% restantes de fatia de mercado de bebidas alcoólicas. Afinal, um submarino alemão trouxe drogas para os EUA neutros em 1916, furando bloqueios de guerra. Havia centenas de submarinos europeus em funcionamento e capazes de entregar drogas adicionais aos navios da Rum Row, mesmo estando o rio Hudson agora fora dos limites por causa daquelas fotos do mesmo ano.(link) Título no jornal: ALIENS AND DRUGS COME FROM RUM ROW.

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Leitura relevante: CONVENÇÃO PARA LIMITAR A FABRICAÇÃO E REGULAR A DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS NARCÓTICAS, DE 13 DE JULHO DE 1931. Genebra, outubro de 1937. Comprei de um vendedor na Holanda faz uns 15 anos. Consta um detalhamento, parágrafo por parágrafo, dessa internacionalização da Lei de Harrison que os EUA, a China e a Liga das Nações suaram para impor à Alemanha e ao Japão. Andrew Jackson teria brincado: “Bem, conseguiram lá a sua convenção; vejamos agora como irão cobrá-la”. A contracapa identifica como revendedora no Brasil a "Livraria Allemã" Frederico Will, rua da Alfândega 69, no Rio de Janeiro.

INTERNATIONAL NARCOTICS CONTROL, de L.E.S. Eisenlohr, é uma análise “informativa” da história e dos antecedentes da era Reagan no intúito de resgatar a legislação de Comstock e represionista após a ratificação da 21ª emenda e chegada do voto libertário. Ambos esses livros ignoram completamente a possibilidade de que as leis que confiscam bancos, armazéns, navios, imóveis, casas e outros ativos possam afetar de forma alguma os mercados de valores mobiliários, o sistema bancário de reservas fracionárias e a estabilidade monetária--sem falar em causar guerras mundiais!

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